Os professores da rede municipal de Canoas votaram para manter a greve durante assembleia, nesta segunda-feira (27). Reivindicando pelo pagamento integral do reajuste salarial, a classe recusou a proposta da Prefeitura pela segunda vez, desde a última quarta-feira (22).
A proposta do município é parcelar o pagamento, em até seis vezes, a partir de maio. Entretanto, o Sindicato dos Profissionais de Educação de Canoas (Sinprocan), exige o pagamento integral. Além disso, a classe busca por aplicação integral do piso nacional do magistério e mais estruturas nas escolas, como por exemplo, segurança, infraestrutura adequada e recursos pedagógicos.

Foto: Silvano R. Silva / Professor rede municipal de Canoas
De acordo com a Prefeitura de Canoas, a redução do parcelamento da reposição salarial de oito para seis vezes, a garantia da reposição integral da inflação de 2025 e a aplicação do piso nacional do magistério são avanços na negociação. O Executivo também destaca a inclusão de um vale-alimentação, que representa um acréscimo de cerca de R$ 604 na renda dos professores, podendo chegar a aproximadamente 10% de aumento sobre o salário base.
Ainda conforme a administração municipal, a proposta atinge o limite da capacidade financeira, com mais de 95% da receita comprometida. A Prefeitura ressalta ainda que a paralisação impacta cerca de 30 mil alunos e suas famílias, e reforça a necessidade de equilibrar a valorização dos profissionais com o direito à educação, mantendo ações como contratação de monitores, realização de concurso público e melhorias na rede de ensino.
Foto: Silvano R. Silva / Professor rede municipal de Canoas
