Logo cedo, na manhã desta sexta-feira (30), moradores que se dirigiram ao Parque do Trabalhador de Campo Bom para cirurgias no ônibus da oftalmologia alegaram que os procedimentos não puderam ser realizados. O local, no entanto, segue atendendo. Duas carretas especializadas realizam atendimentos à população de 14 municípios da região. O Ministério da Saúde informa que foram remarcados para domingo (1º) e segunda (2).
“Ficamos na fila desde as 5h e informaram que não fariam as cirurgias”, afirma Taiara Becker. A moradora de Ivoti conta que acompanhou a avó no horário previamente agendado, mas, depois das 7h, uma das funcionárias teria informado que os procedimentos precisariam ser remarcados. Ela afirma que, nesta manhã, a situação foi semelhante para cerca de 40 pessoas que estiveram no local logo cedo. Segundo ela, a orientação era que aguardassem até por volta das 9h para remarcar uma nova data. Ela e a avó decidiram ir embora antes.
A estrutura foi instalada no final de setembro, com a previsão de atender durante 30 dias, oferecendo consultas, exames e procedimentos, incluindo a realização de 1.100 cirurgias de catarata. Mesmo após alguns dias do encerramento do prazo previsto, os atendimentos seguem.
A Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), que coordena a operação das carretas de saúde, informa que a Vigilância Sanitária Estadual do Rio Grande do Sul solicitou a interrupção temporária das atividades para verificação dos insumos e produtos de uso único utilizados nos procedimentos cirúrgicos. Contudo, o prestador responsável, 20/20 Serviços Médicos, suspendeu o cronograma cirúrgico e cancelou as cirurgias previamente agendadas.
“A inspeção sanitária para conferência dos insumos e equipamentos foi realizada esta semana, conforme disponibilidade da Vigilância Sanitária Estadual, e a retomada das atividades cirúrgicas foi liberada. Após a liberação, as cirurgias foram remarcadas para domingo (1º) e segunda-feira (2). A comunicação tanto do cancelamento quanto do reagendamento é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde, que afirma que os pacientes foram avisados”, informa o Ministério da Saúde.
Foto: Bruno Schütz | DN




