A Assintecal realizou nesta terça-feira (28) o evento Tendências & Contextos na sede da ACI, em Novo Hamburgo, reunindo economistas e especialistas para projetar o cenário do setor calçadista no próximo ano. O diagnóstico foi de cautela: juros elevados, famílias endividadas e incerteza política devem pressionar a cadeia produtiva ao longo de 2027.
A economista Patrícia Palermo apontou que 30% da renda das famílias brasileiras está comprometida com dívidas e mais de 51% das pessoas estão negativadas. Com conflitos internacionais pressionando preços e protecionismo crescente nos Estados Unidos, ela projeta desaceleração da economia mundial, crescimento de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e do PIB brasileiro, que deve crescer menos de 2% no próximo ano.
Calçados em queda
O economista Marcos Lélis destacou que a produção calçadista acumula queda de 5,4% em 2026, impulsionada principalmente pelas perdas nos mercados dos Estados Unidos e da Argentina. A expectativa é fechar o ano com recuo de 2,1%.
Para 2027, a projeção é de crescimento de 2,6% nas exportações, com a diversificação de destinos e o retorno gradual desses dois mercados.
Inovação como saída
O criativo Marnei Carminatti defendeu que o setor abandone a disputa por preço, terreno dominado pelos asiáticos, e invista em produtos com tecnologia embarcada. Ele destacou o INSPIRAMAIS como ferramenta estratégica de tendências e design. A próxima edição do salão acontece nos dias 26 e 27 de janeiro, em Porto Alegre, com lançamento de mais de mil materiais.




