O presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou nesta terça-feira (20) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) petição autorizando a quebra e divulgação pública de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico – e dos seis familiares -, relativos aos últimos oito anos. O pedido foi motivado por desafio lançado durante o debate presidencial da Band, no domingo (19), e reiterado por Lula em entrevista coletiva em Porto Alegre nesta manhã.
A autorização, no entanto, é condicionada: Lula pede que a medida só seja efetivada se o candidato Flávio Bolsonaro adotar “idêntica providência” em relação a si próprio e a seus familiares — Jair Messias Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro.
Os familiares de Lula incluídos no pedido são Rosângela Lula da Silva, Lurian Cordeiro Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, Sandro Luís Lula da Silva e Luís Claudio Lula da Silva.
A autorização também abrange pessoas jurídicas das quais os candidatos sejam sócios, administradores ou responsáveis financeiros. No caso de Lula, a única empresa na condição é a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., da qual é sócio não administrador. A petição cita ainda empresas vinculadas a Flávio Bolsonaro noticiadas pela imprensa, incluindo uma offshore registrada na Ilha da Madeira (Portugal), a Alcazar Holdings, em cuja conta o candidato figuraria como “usuário master”, segundo apuração da Polícia Federal.
A campanha de Lula pede que os dados sejam divulgados publicamente pelo sistema DivulgaCandContas ou outro site de acesso público até quarta-feira (21), antes do segundo turno marcado para o dia 25. O processo foi distribuído ao relator André Mendonça.
O processo rola sem segredo de justiça e pode ser consultado Processo nº 0603195-27.2026.6.00.0000 no TSE.




