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Política

Fim da escala 6×1 começa a ser discutida nesta terça-feira no Senado; entenda a proposta

O Senado Federal começa a analisar nesta terça-feira (6), a PEC que acaba com a escala 6×1. O texto reduz a jornada laboral de 44 para 40 horas semanais, que podem ser cumpridas em cinco dias de 8 horas diárias com repouso semanal remunerado de dois dias. Os trabalhos no Plenário para debater a PEC 221/2019 começam hoje às 14 horas, e seguem na quarta (7) e na quinta-feira (8).

A proposta de emenda à Constituição (PEC) foi aprovada em setembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e vai agora passar por cinco sessões de debates no Plenário antes de ser votada em primeiro turno.

Se aprovada, seguirá para o segundo turno, com outras três sessões de discussão. Mas os prazos podem ser reduzidos se os senadores aprovarem um calendário especial.

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Para ser aprovada, precisa do voto de três quintos dos senadores, o equivalente a 49 dos 81 parlamentares, nos dois turnos de votação.

Caminho da PEC até aqui

A PEC 221/2019 foi relatada na CCJ pelo senador Omar Aziz (PSD-AM). O primeiro signatário da PEC 221/2019 é o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG).

O texto da Câmara dos Deputados recebeu 36 emendas na CCJ, mas todas foram rejeitadas pela comissão. Segundo Omar Aziz, eventuais mudanças exigiriam o retorno do texto a uma nova análise pelos deputados.

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O que diz a PEC do fim da escala 6×1

A PEC propõe a redução da jornada de trabalho e a ampliação do repouso semanal remunerado. A matéria estabelece dois dias de repouso, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.

A proposta também fixa período de até 8 horas diárias, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva de trabalho.

A transição, caso aprovada, ocorrerá em duas etapas: dois meses após a publicação da emenda, a jornada máxima cai de 44 para 42 horas semanais; um ano e dois meses depois, chega a 40 horas.

Durante essa transição, acordo ou convenção coletiva pode ampliar a jornada diária para acomodar as 42 horas semanais, desde que mantidos os dois dias de repouso.

Convenções coletivas também podem instituir compensação do repouso, desde que a média mensal garanta dois dias de folga por semana, com ao menos um dia a cada sete.

Uma lei complementar poderá prever regras de transição para MEIs, microempresas e pequenas empresas, condicionadas à manutenção do nível de emprego.

Regras especiais

As novas regras de duração e controle de jornada não valem para empregados com diploma superior que recebam ao menos 2,5 vezes o teto do RGPS — salvo por liberalidade do empregador ou previsão em acordo coletivo —, mantidas as regras de repouso.

Também não se aplicam a servidores públicos de nenhum dos Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, cabendo à Justiça do Trabalho julgar disputas sobre o tema.

Em contratos vigentes da administração pública que envolvam mão de obra (inclusive concessões de serviços e obras), a redução de jornada só vale após aditamento contratual — a ser formalizado em até um ano —, para preservar o equilíbrio econômico-financeiro.

Já o segundo dia de repouso independe de aditamento e passa a valer dois meses após a publicação da emenda. Trabalhadores alocados nesses contratos passam a ter jornada reduzida na data do aditamento ou, no limite, ao fim de um ano, com garantia de irredutibilidade salarial.

‘Ampla relevância’

Em nota à imprensa, a Presidência do Senado destaca que o fim da escala 6×1 é um tema “de ampla relevância para a sociedade brasileira” e “será debatido com responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas”.

De acordo com o comunicado, o Senado reafirma o “compromisso com o diálogo e com a construção de soluções que considerem os trabalhadores, o setor produtivo e o desenvolvimento econômico e social do país”.

Foto da capa: Divulgação/Agência Senado

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