Passadas mais de 30 horas do temporal que afetou Novo Hamburgo e região, ainda há moradores que seguem sem luz. “Comprei gelo para colocar os itens da geladeira em um cooler”, afirma William Mombach, do Bairro Hamburgo Velho, em Novo Hamburgo. Questionada, a RGE informa que mais de 90% dos casos relacionados ao temporal já foram resolvidos. Atualmente, há 4,4 mil pontos sem luz em Novo Hamburgo, segundo a empresa.
A reportagem do DuduNews conversou com moradores da Rua Remi Henrique Müller, no Bairro Hamburgo Velho, em Novo Hamburgo. Entre eles, William Mombach destaca que precisou comprar gelo para preservar os itens da geladeira em um cooler, enquanto Nádia Geöttert, professora particular, encontra-se impossibilitada de dar aulas em sua residência. “Moro há 17 anos e é sempre assim, um trauma. É muito difícil”, afirma Nádia, cobrando respostas da CPFL RGE.
William mora com a esposa, os filhos e os pais. “É complicado. Estamos totalmente sem luz. Isso interfere em todo o dia a dia, pois não temos banho e precisamos sempre improvisar alguma coisa. A RGE dá um prazo e prorroga”, afirma.

Por outro lado, a RGE destaca que mais de 90% das ocorrências já foram atendidas e que as equipes seguem trabalhando. Em Novo Hamburgo, segundo a empresa, ainda há 4,4 mil pontos sem luz. Leia abaixo a nota enviada pela RGE às 6h30 desta terça-feira (22).
“A CPFL RGE informa que o forte temporal que atingiu o Rio Grande do Sul, na madrugada de segunda-feira (21), com rajadas de ventos de até 115 km/h em sua área de concessão, provocou impactos no fornecimento de energia, totalizando mais de 381,4 mil clientes desligados às 5h. Neste momento, 31,8 mil clientes estão sem energia elétrica, principalmente no Vale do Sinos, Região Metropolitana (Canoas), Vale do Taquari e região Central. 91,6% do número máximo de clientes afetados simultaneamente já foram restabelecidos, e as equipes da empresa seguem trabalhando para restabelecer o fornecimento no menor tempo possível.
A CPFL RGE orienta a população a manter distância de fios rompidos e estruturas danificadas, mesmo que aparentem estar desenergizados, acionando imediatamente a concessionária e o Corpo de Bombeiros em caso de risco e aguardando o atendimento em local seguro.”
Fotos: Bruno Schütz | DN




