São Leopoldo está ampliando a capacidade de tratamento de resíduos orgânicos com a renovação e ampliação da Licença de Operação da Virando a Terra, empresa do município que atua na coleta e compostagem desse tipo de material.
Segundo levantamento da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Estado (SEMA/RS), publicado em janeiro deste ano, apenas 23 municípios gaúchos tinham práticas de compostagem de resíduos orgânicos urbanos identificadas no estudo. São Leopoldo estava entre eles.
Na época da coleta dos dados, a Virando a Terra tinha capacidade instalada de 288 toneladas por ano. Com a nova licença, a empresa está autorizada a receber até 85 toneladas por mês, chegando a 1.020 toneladas por ano.
A ampliação representa um aumento de mais de três vezes em relação à capacidade registrada no levantamento estadual e permite que um volume maior de resíduos deixe de ser encaminhado aos aterros sanitários.
A empresa recebe materiais como restos de frutas, legumes, vegetais, cascas de ovos, carnes, palitos e guardanapos. O processo de compostagem dura cerca de seis meses e transforma os resíduos em composto.



“A gente faz esse processo de seis meses, onde o resíduo orgânico vira adubo. Recebemos as bombonas e levamos para as leiras de compostagem”, explica Eduarda.
Segundo ela, a empresa atende residências e estabelecimentos comerciais. “Até o início do mês, tínhamos a capacidade de receber 33 toneladas por mês. Agora, com a nova licença de operação, temos disponibilidade de atender 85 toneladas por mês”, afirma.
O levantamento da SEMA aponta ainda que 23 municípios gaúchos possuem práticas de compostagem e que a capacidade instalada para o tratamento de resíduos orgânicos urbanos no Estado era de aproximadamente 19,1 mil toneladas por ano. Para alcançar as metas nacionais previstas para 2028, o relatório aponta a necessidade de ampliar essa capacidade em cerca de 12 vezes.
Fotos: Bruno Schütz | DN




