O Ministério da Saúde apresentou ações de preparação diante da previsão de um El Niño forte entre outubro e dezembro deste ano em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (16). Para o Rio Grande do Sul, o fenômeno aumenta o risco de enchentes e, com elas, uma série de impactos diretos na saúde da população.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o Brasil está se preparando e antecipando os riscos relacionados ao El Niño a janela crítica pode se estender até março de 2027 em outras regiões do País.
No Sul do Brasil, além do risco de cheias, deslizamentos e enchentes, existe preocupação com a capacidade do sistema público de saúde para atender ao aumento da demanda provocado por essas situações.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) projeta volumes de chuva acima da média histórica durante o período, com probabilidade superior a 90% de que o El Niño seja muito forte na primavera e no verão de 2026/2027. Há ainda uma probabilidade de 75% de que seja o mais intenso desde 1950.

A reportagem de DuduNews reuniu as informações mais importantes sobre os possíveis impactos de saúde para os gaúchos na passagem do El Niño:
Para os gaúchos, em função do risco aumentado de enchentes, os impactos de saúde são relacionados diretamente com as águas.
Entre os riscos apontados pelo ministério estão afogamentos, ferimentos graves, leptospirose, gastroenterites, hepatite A, febre tifoide e outras doenças causadas pelo contato com água contaminada.
Há também preocupação com a capacidade do sistema público de saúde para atender ao aumento da demanda provocado por eventos extremos, incluindo a possibilidade de interrupção de serviços nas áreas afetadas.
Os dados apresentados pelo Ministério da Saúde apontam que 1 em cada 12 hospitais corre risco de paralisar as atividades em situações de emergência climática e que 1 em cada 4 mortes no mundo já está relacionada a fatores ambientais.
O levantamento também alerta para o risco de óbitos provocados pelo calor extremo.
O que é previsto para o SUS
Por meio do AdaptaSUS, o Governo Federal diz que pretende investir cerca de R$ 9,8 bilhões em ações de resiliência climática.
Alexandre Padilha também afirmou que o SUS está se preparando para enfrentar possíveis eventos extremos com medidas como a manutenção de uma Base da Força Nacional do SUS em Porto Alegre, a criação do Centro de Informação em Saúde e Clima na capital gaúcha, um Plano de Contingência para chuvas intensas, além da emissão de alertas e boletins e da qualificação de equipes.




