O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou na noite desta segunda-feira (14) uma manifestação de 44 páginas em que contesta as acusações relacionadas à sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Moraes classifica o relatório da Polícia Federal como uma “farsa” e afirma que a investigação conduzida pelo ministro André Mendonça apresenta irregularidades. O ministro também sustenta que houve quebra da cadeia de custódia das provas e pede o arquivamento da apuração.
Moraes nega ter favorecido Vorcaro ou o Banco Master. Segundo ele, sua participação em um contrato firmado entre o banco e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, ocorreu apenas para revisar pontos relacionados a possíveis conflitos de interesse.
O contrato, que previa pagamentos milionários ao escritório, passou a ser um dos principais pontos de questionamento após mensagens encontradas no celular de Vorcaro serem analisadas pela PF. O relatório cita 52 mensagens trocadas entre o banqueiro e pessoas ligadas ao ministro.
Na manifestação, Moraes também acusa Mendonça de conduzir a apuração com motivação político-eleitoral e afirma que a investigação teria sido utilizada como uma espécie de “vingança” após decisões tomadas no âmbito da chamada trama golpista.
Inclusive, é também argumentado que o relator “ignorou todas as possibilidades” sobre o conteúdo encontrado em celular de Vorcaro, alegando que os “supostos diálogos (entre Moraes e Vorcaro) simplesmente não existiram”.
A defesa foi apresentada antes da sessão extraordinária do STF marcada para esta terça-feira (15), quando os ministros analisam o pedido relacionado à abertura de investigação contra Moraes. O presidente da Corte, Edson Fachin, é o responsável pela condução do julgamento.
Foto: Agência Brasil




