Antes do encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Base Aérea de Canoas, o governador Eduardo Leite afirmou que a situação do Supremo Tribunal Federal (STF) é uma preocupação que extrapola a disputa institucional entre governos e partidos. Segundo Leite, o tema preocupa “toda a nação brasileira” e, embora não faça parte de sua agenda institucional com o presidente, ele considera necessário que o país tenha “as instituições funcionando”.
O governador afirmou ainda que o STF estaria apresentando sinais de disfuncionalidade diante de episódios que, segundo ele, vieram à tona recentemente.
“A minha preocupação que eu tenho aqui é como cidadão e como liderança política naturalmente que a gente tenha um país com as instituições funcionando. Infelizmente o que a gente está vendo são instituições que estão, tão importante como o STF, se mostrando quase que disfuncionais”, afirmou Leite.
Na reunião com Lula, porém, a pauta principal deve ser a reconstrução do Rio Grande do Sul e a prevenção de novas enchentes. O governador chega ao encontro com a expectativa de obter a liberação de recursos federais para o Dique de Eldorado do Sul, obra considerada estratégica para a proteção da região.
Segundo Leite, o projeto está pronto para que seja aberto o processo licitatório. A estimativa inicial do programa federal era de R$ 530 milhões, mas a atualização dos projetos elevou o custo da obra para cerca de R$ 1 bilhão.
A União teria estabelecido um limite de R$ 700 milhões para o empreendimento, cabendo ao Estado complementar os aproximadamente R$ 300 milhões restantes. Leite afirmou que, embora a alternativa não seja a que mais agrada ao governo estadual, o Estado decidiu utilizar recursos do Funrigs — Fundo do Plano Rio Grande, criado para financiar ações de reconstrução após as enchentes.
Além do Dique de Eldorado do Sul, devem entrar nas discussões outros projetos de infraestrutura contra enchentes. Leite citou intervenções nos Diques do Gravataí e do Sinos, além de projetos de Canoas para acelerar a execução de casas de bombas.
O cronograma das obras, segundo as estimativas apresentadas pelo governador, prevê intervenções que podem se estender até 2031.
Foto: Vitor Rosa / SECOM-RS




