“Nossa água. Nossa cidade. Nosso Semae. O Semae é de São Leopoldo foram algumas das frases levadas por cerca de 100 servidores do Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae) de São Leopoldo, que aproveitaram o Desfile Cívico-Militar da Independência da segunda-feira (7), para manifestar contra a possibilidade de privatização da autarquia. Com cartazes e faixas, os trabalhadores chamaram a atenção da comunidade para a defesa da gestão pública do saneamento.
Segundo a autarquia, a presença teve como objetivo mostrar à população o trabalho realizado diariamente pelos servidores e reforçar a importância da manutenção do serviço público.
A mobilização acontece paralelamente ao projeto do Governo do Estado que prevê a adesão compulsória de 176 municípios gaúchos a um modelo de concessão dos serviços de água e esgoto, incluindo São Leopoldo e Novo Hamburgo. A proposta prevê a possibilidade de repasse dos serviços à iniciativa privada.
O Semae mantém, desde o início do ano, uma atuação conjunta com outras autarquias de saneamento do Estado para se posicionar contra a privatização.
“Foi muito significativo mostrar a nossa força e a nossa voz para a sociedade e, principalmente, perceber o apoio e o carinho da população. Conseguimos mostrar quem somos, o trabalho que fazemos e a importância do Semae para nossa cidade”, afirma a presidente do Semae, Cladis Magnani.
Para o presidente da Associação dos Funcionários do Semae (AFS), Marcelo Tempass, a participação também representou uma defesa do patrimônio público. “Cada servidor que esteve aqui presente defendeu aquilo que é de todos, ou seja, um Semae público, forte e a serviço da população”, disse.
55 anos de história
O Semae completa 55 anos de fundação em 2026. A autarquia é responsável pela captação, tratamento e distribuição de água, pelo tratamento de esgoto e pelos sistemas de proteção contra cheias, por meio das casas de bombas.
Segundo a autarquia, a mobilização busca reforçar que os serviços de saneamento são considerados patrimônio do município e, na avaliação dos servidores, devem permanecer sob gestão pública
Fotos: Rodrigo Roland/Semae




