Pela primeira vez, os ovinos inscritos na Expointer tiveram a paternidade confirmada por teste de DNA. Um destes cordeiros é o “Topetinho”, da raça Corriedale, que ficou em 2° lugar na categoria de 23 meses, nesta quinta-feira (3).
O cordeiro pertence à criadora Martina Costa Remedi, de 10 anos, acompanhada da mãe Cristiani Costa Remedi, e teve a origem confirmada pelo exame antes de participar dos julgamentos.
A superintendente de registros genealógicos da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), Magali Moura, explica que na prática, o teste compara o material genético do cordeiro com o do reprodutor registrado como pai. Dessa forma, é possível confirmar se o animal realmente é filho daquele reprodutor. A medida dá mais segurança aos registros genealógicos e ajuda os criadores a saber exatamente a origem dos animais.
A confirmação é importante porque a genealogia ajuda na escolha dos ovinos que serão usados na reprodução. Com a paternidade comprovada, o criador tem mais segurança para selecionar animais com características desejadas para produção de carne, lã ou pele. Além disso, a origem comprovada pode aumentar o valor genético e comercial do animal.




