Os búfalos são um dos destaques da 49ª Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Embora a proteína do búfalo seja mais saudável, em relação a outras carnes vermelhas, e a produção de leite renda mais pelo alto teor de sódio, o animal é menos procurado e popular entre as famílias gaúchas e brasileiras.
A Presidente da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu), Desireé Moller, conta que a carne de búfalo é mais voltada a um nicho específico. A falta de popularidade é relacionada a falta de demanda e conhecimento. “As pessoas confundem muito com os búfalos da África e associam a uma carne mais escura, dura ou com sabor mais forte”.
Porém, na verdade, Desireé explica que a criação do búfalo é similar a da carne bovina, como por exemplo, os manejos sanitários. Inclusive, ela afirma que a carne entra e sai do frigorífico como carne de búfalo, mas, por vezes, pode ser vendida nas prateleiras dos mercados apenas como “proteína vermelha”.
A presidente da Ascribu é também vice-presidente da Associação Brasileira de Criadores (ACBC) e informa que são cerca de 50 mil animais no Rio Grande do Sul, com aproximadamente 500 abates por mês no Estado. De acordo com a associação, quando submetidas as mesmas condições de manejo e alimentação, a carne do búfalo pode conter até 40% menos colesterol, 55% menos calorias, 12 vezes menos gordura que a bovina e apresenta 11% mais proteínas.
Na feira, estão sendo apresentadas características de uma atividade que pode ser desenvolvida em diferentes sistemas produtivos, com alternativas que vão da produção de carne e leite à elaboração de derivados.
A presença dos búfalos na Expointer ganha também o espaço dedicado à búfala leiteira e permite apresentar ao público resultados de pesquisas relacionadas à produção e à qualidade do leite.
FOTOS: Gabriel Muniz / DN




