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Comunidade

Jovem leopoldense aguarda transferência de hospital para fazer cirurgia delicada no Vale do Sinos

A família de Taylor Junker Oliveira, de 23 anos, morador do bairro Santos Dumont, em São Leopoldo, vive há meses uma corrida contra o tempo em busca de uma transferência hospitalar para que possa fazer uma cirurgia considerada necessária pelos médicos. Internado no Hospital Centenário, em São Leopoldo, Taylor aguarda uma vaga em uma instituição que disponha dos equipamentos necessários para a realização de uma traqueoplastia, que é uma cirurgia reconstrutiva da traqueia feita para corrigir estreitamentos, obstruções ou lesões.

Segundo familiares que entraram em contato com nossa equipe reportagem, Taylor enfrentou uma otite que evoluiu para meningite. Após o tratamento, precisou passar por cirurgia e, de acordo com os familiares, se recuperou do quadro inicial. A principal sequela teria surgido após o período de intubação, com estreitamento da passagem de ar.

Ainda conforme a família, a obstrução está em uma região profunda da traqueia, próxima à entrada dos pulmões. Por esse motivo, uma traqueostomia não seria uma alternativa adequada para o caso, sendo necessária uma traqueoplastia.

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Pedidos de transferência teriam sido encaminhados a diferentes hospitais, entre eles Santa Casa, Moinhos de Vento, Unimed e Hospital Universitário de Canoas.

A família diz que, há aproximadamente três semanas, recebe como resposta a falta de leitos disponíveis.

Diante da demora, os familiares recorreram à Justiça. O juiz responsável pelo caso já teria determinado por três vezes que o Estado providenciasse, em até 48 horas, um leito adequado para Taylor.

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As determinações, entretanto, não teriam resultado até o momento na transferência. Conforme a família, o Estado informa que não há leito disponível, e novos prazos de 48 horas acabam sendo estabelecidos.

O próprio Judiciário teria solicitado orçamentos a hospitais particulares para avaliar alternativas para a realização do procedimento.

A decisão judicial prevê ainda a possibilidade de bloqueio de recursos públicos caso seja apresentado um orçamento para a cirurgia e o Estado não providencie o atendimento determinado.

Ao mesmo tempo, a família destaca que os profissionais do Hospital Centenário vêm prestando assistência ao jovem e tentando manter o quadro sob controle.

Em nota, o Hospital Centenário de São Leopoldo disse que o paciente internado na instituição aguarda vaga em unidade de referência conforme processo conduzido pelo Sistema Estadual de Regulação, o GERINT, gerido pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

O hospital informou que o GERINT é um sistema de regulação estadual, e a definição de vagas, prioridades e prazos de transferência não está sob gestão ou responsabilidade do Hospital Centenário. A instituição não possui qualquer ingerência sobre os critérios de encaminhamento adotados pelo sistema estadual nem sobre o tempo necessário para a efetivação de uma transferência.

Fotos: Arquivo Pessoal / Reprodução

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