A operação policial entorno do escândalo das fraudes no INSS avançou, de forma que a Polícia Federal (PF) foi autorizada na terça-feira (04) pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a abrir um novo inquérito envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT).
Este é o terceiro inquérito aberto em menos de uma semana. A nova investigação vai apurar se Lulinha e um grupo de pessoas mantiveram supostos negócios ilícitos em áreas do governo federal.
Lulinha é alvo em outros dois inquéritos que tramitam no Supremo. As suspeitas envolvem tráfico de influência, corrupção e possível atuação em favor de interesses privados junto a órgãos federais, como o Ministério da Saúde e a Dataprev. Um dos inquéritos também apura possível lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Dino também autorizou, a pedido da PF, a abertura de um quarto inquérito para investigar o vazamento de informações sigilosas relacionadas ao caso.
Os apontamentos surgiram a partir da operação “Sem Desconto”, que investiga um megaesquema de fraudes em descontos aplicados sobre aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A PF afirma que os novos inquéritos não tratam diretamente das fraudes nos benefícios, mas de possíveis interferências de Lulinha para favorecer empresários e lobistas.
A defesa de Lulinha informou que recebeu com tranquilidade a abertura do novo inquérito e afirmou confiar na condução do caso pelo ministro Flávio Dino.
Os advogados também sustentam que a investigação ajudará a esclarecer dúvidas sobre as atividades pessoais e profissionais do filho de Lula e reforçam que ele não tem relação com as irregularidades investigadas.
“Ele vai comprovar, ao final, que não tem relação direta ou indireta com qualquer tipo de irregularidade”, afirmaram os advogados.
CASO INSS CHEGA AO PALÁCIO DO PLANALTO: A Polícia Federal também vai investigar um empréstimo da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, para Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que foi chefe de gabinete do presidente Lula e atualmente trabalha na campanha pelo quarto mandato.
O nome de Marcola surgiu nas apurações durante análise do celular de Roberta, que teve negócios com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Texto com informações de: portal G1 a AFP Agência de Notícias.
Foto: Nelson Almeida e Sergio Lima / AFP




