PUBLICIDADE
banrisul-super-banner-home-banner-topo-editoria-banner-topo-materia
banrisul-super-banner-home-banner-topo-editoria-banner-topo-materia-mobile
Política

30 anos da urna eletrônica: entenda como a cerimônia pública para lacrar equipamento impede mudanças no sistema

30 anos da urna eletrônica: entenda como a cerimônia pública para lacrar equipamento impede mudanças no sistema

A urna eletrônica completa 30 anos no Brasil cercada por uma série de mecanismos de segurança. Um dos principais é a cerimônia pública de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais, realizada entre agosto e setembro, que impede qualquer alteração nos programas que operam as urnas.

Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Júlio Valente, nem o próprio tribunal pode modificar os sistemas após essa etapa. Depois disso, qualquer alteração só seria possível mediante a realização de uma nova cerimônia pública, com a participação das entidades responsáveis pela fiscalização de todo o processo eleitoral.

O secretário explicou que a cerimônia marca o encerramento do desenvolvimento dos sistemas utilizados nas eleições, com a participação de instituições fiscalizadoras e do presidente da Corte, que assinam digitalmente os programas. A partir desse momento, eles tornam-se definitivos. 

PUBLICIDADEAndreazza / Supermercados / Banner Dentro da Matéria 01

Essa etapa busca garantir que os programas utilizados nas urnas permaneçam exatamente os mesmos até o dia da votação, para que nenhuma modificação seja feita, nem interna, nem externa.

Verificação em diferentes etapas

Valente afirma que a proteção dos sistemas é acompanhada por procedimentos de conferência ao longo de toda a preparação das eleições.

Na fase de geração das mídias e preparação das urnas, partidos políticos e demais entidades fiscalizadoras podem verificar se os programas instalados correspondem aos sistemas previamente lacrados.

PUBLICIDADE

A conferência também ocorre nas seções eleitorais, antes do início da votação, quando o juiz eleitoral verifica a autenticidade do software instalado em cada equipamento.

Segundo o secretário, procedimentos semelhantes são realizados nos equipamentos responsáveis pela transmissão dos boletins de urna e nos sistemas instalados no próprio Tribunal Superior Eleitoral.

Teste de integridade

Outro mecanismo de auditoria destacado pelo secretário é o Teste de Integridade das urnas eletrônicas, realizado desde 2002.

Na véspera da eleição, centenas de urnas são sorteadas em evento público e retiradas das seções eleitorais para participação no teste. No dia da votação, esses equipamentos recebem votos simulados em ambiente controlado, enquanto uma empresa de auditoria acompanha todo o procedimento.

Ao final da simulação, o resultado produzido pelas urnas é comparado com os votos previamente registrados pela equipe responsável pelo teste.

Segundo Valente, em mais de duas décadas de realização desse procedimento, nunca foi identificada divergência entre os votos inseridos e os resultados apresentados pelas urnas.

Foto da capa: Gabriela Panassal / DN

Compartilhe este conteúdo
PUBLICIDADE
dudunews-anuncie-aqui-banner-desktop
dudunews-anuncie-aqui-banner-mobile

Sugira uma pauta

Você tem alguma grande história para dividir conosco? Algum problema? Esse espaço é para sugestões de pauta. Envie aqui em um breve texto e informe o seu contato para a equipe de jornalismo.

Anuncie sua marca

Que tal amplificar o seu negócio e suas vendas? Aqui no DuduNews temos campanhas personalizadas para a sua empresa. Entre em contato conosco e vamos criar uma campanha juntos!