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Polícia

Empresário do Vale do Sinos, Jorge Bischoff fecha acordo para suspender processo em que é acusado de importunação sexual

Empresário Jorge Bischoff, do Vale do Sinos, fecha acordo para suspender processo em que é acusado de importunação sexual

O empresário e designer Jorge Bischoff, natural de Igrejinha, firmou um acordo com o Ministério Público do Paraná (MPPR) que suspende, por dois anos, o processo em que é acusado de importunação sexual. Com isso, ele não será julgado pelo crime, com pena prevista de um a cinco anos de prisão em caso de condenação.

Segundo informações do g1, a suspensão condicional do processo foi proposta pelo MPPR e aceita pelo empresário durante audiência. Para que o acordo permaneça válido, Bischoff deverá cumprir uma série de condições estabelecidas pela Justiça.

Entre elas está o pagamento de R$80 mil a uma entidade assistencial, que ainda será definida. Além disso, o empresário não poderá frequentar bares, viajar ou mudar de endereço sem autorização da Justiça.

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Ao g1, o Ministério Público do Paraná informou que a suspensão condicional do processo é um benefício previsto em lei e pode ser concedido quando os requisitos legais são preenchidos, sendo a análise feita individualmente em cada caso.

O advogado Fernando Madureira, que representa a vítima, explica que em acordos como esse a vítima não é questionada se o aceita, mas que, para a mulher, o resultado representou o “reconhecimento institucional da gravidade dos fatos e demonstrou que comportamentos invasivos e de natureza sexual praticados sem consentimento não devem ser naturalizados, especialmente em ambientes profissionais nos quais existe uma relação de confiança e vulnerabilidade”.

Relembre o caso

O caso aconteceu em abril de 2024, em Ponta Grossa (PR). De acordo com a denúncia, uma fisioterapeuta foi contratada para realizar uma sessão de massoterapia no empresário em um hotel onde ele estava hospedado durante compromissos profissionais na cidade.

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Segundo o Ministério Público, ao chegar ao quarto, a profissional encontrou Bischoff usando apenas um roupão, sem roupas íntimas, o que lhe causou estranhamento. A denúncia aponta que, durante o atendimento, ocorreu a suposta importunação sexual.

Após deixar o hotel, a mulher relatou o episódio a uma amiga por meio de mensagens de áudio, ainda abalada com o ocorrido.

O que diz a defesa

Os advogados Renato Tauille e Mario Henrique Ody, que representam Jorge Bischoff, afirmam que a aceitação da suspensão condicional do processo “representa apenas o exercício de um direito previsto em lei para o encerramento do processo, não significando admissão de culpa, confissão ou reconhecimento da acusação, nem produz qualquer efeito de condenação”.

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