Quase nove anos após o assassinato de Deivid Jonathan de Oliveira, à época com 26 anos, a Justiça definiu o desfecho do caso que mobilizou familiares e chamou a atenção em Novo Hamburgo. Em julgamento realizado nesta quinta-feira (30), o Tribunal do Júri condenou o acusado a um ano e seis meses de prisão, em regime aberto.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a condenação do réu se deu pelo Conselho de Sentença, acolhendo a tese da Defesa de excesso culposo, isto é: os jurados reconheceram que o réu agiu com culpa, extrapolando os limites da legítima defesa, e desclassificaram o homicídio doloso para homicídio culposo. A decisão foi tomada por maioria apertada dos jurados, que votaram por 4 a 3 pela condenação.
O crime aconteceu em 2017, após um acidente de trânsito no cruzamento das ruas Bartolomeu de Gusmão e Guia Lopes. Segundo a denúncia do Ministério Público, Deivid conduzia um Audi quando houve uma colisão com um Fiat Uno. Após a batida, houve uma discussão que terminou em luta corporal. A vítima foi atingida por golpes de faca na região do peito e morreu após ser socorrida ao hospital. Casado, Deivid deixou dois filhos, hoje adolescentes.
Retificação: até às 15 horas desta sexta (31), a reportagem informava que o regime a que foi condenado o homem era “semiaberto” e que o Juiz havia justificado “que não havia provas suficientes para reconhecer o crime como homicídio qualificado, ou seja, com mais gravidade”. As informações foram corrigidas no texto acima.




