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Polícia

Nove anos após crime, Júri popular julga nesta quinta acusado de matar jovem após acidente de trânsito em Novo Hamburgo

Quase nove anos após um crime que marcou Novo Hamburgo, o Tribunal do Júri decide, nesta quinta-feira (30), o destino do homem acusado de matar Deivid Jonathan de Oliveira, de 26 anos, após um acidente de trânsito ocorrido em 2017. O Conselho de Sentença irá analisar as provas apresentadas pela acusação e pela defesa para decidir pela condenação ou absolvição do réu.

Conforme a denúncia do Ministério Público, o caso aconteceu no cruzamento das ruas Bartolomeu de Gusmão e Guia Lopes. Deivid conduzia um Audi quando o veículo colidiu com um Fiat Uno. Após a batida, dois homens teriam descido do carro atingido, sendo que um estaria armado e o outro portava uma faca. Ainda segundo a acusação, a vítima tentou fugir, mas foi perseguida e alcançada. Houve luta corporal, Deivid conseguiu tomar a arma de um dos envolvidos, porém acabou sendo esfaqueado pelo outro homem. Ele morreu após atendimento hospitalar.

À espera de uma resposta da Justiça há nove anos, a família da vítima acompanha o julgamento com expectativa. A reportagem conversou com a mãe de Deivid, Maristela Dalavechia, que relata que o crime deixou consequências profundas para todos os familiares.

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“Há nove anos eu e meu ex-marido fazemos tratamento psicológico. Além disso, nossos filhos ficaram com sequelas. A minha filha tem crises de ansiedade e teve problemas durante a gestação por conta dessas crises. Meu outro filho tentou suicídio pelo menos três vezes. Foi uma luta pela vida”, afirmou.

Maristela também destacou que a família aguarda uma decisão da Justiça para encerrar um ciclo de sofrimento. “Eu busco a Justiça dos homens, porque a divina ocorre depois. Nós não vamos sossegar enquanto não a tivermos”, declarou.

Na época do crime, Deivid tinha 26 anos, era casado e deixou dois filhos, que hoje são adolescentes. O julgamento reúne acusação, defesa, testemunhas e familiares das partes e deve se estender ao longo desta quinta-feira. A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul informou que representa o acusado, deve se manifestar apenas nos autos do processo.

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