A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quinta-feira (23/07), a Operação “Lei do Cão”, em Esteio, onde cumpriu dois mandados de prisão preventiva, sete mandados de busca e apreensão e bloqueio de valores contra investigados por extorsão. Foi a apurado a possível existência de um golpe relacionado à venda informal de veículos. Segundo a investigação, negociações eram realizadas sem a devida formalização contratual e, posteriormente, os clientes eram cobrados e ameaçados a devolver os automóveis ou efetuar novos pagamentos. A reportagem apurou que trata-se de uma tradicional revenda com mais de 20 anos de existência e os presos são o dono e seu filho, que inclusive é advogado.
Em um dos episódios investigados, a vítima teria pago mais de R$ 100 mil pela compra de um veículo. Apesar da quitação dos valores ajustados, os investigados teriam ido até o estabelecimento comercial da vítima, em Canoas, e pegaram este automóvel de volta e o levaram até uma revenda em Esteio. Durante a ação, um dos investigados teria afirmado que não adiantaria à vítima procurar advogado nem a Polícia, pois, em seus negócios, prevaleceria a chamada “lei do cão”, expressão que deu nome à operação. Esse e outro caso ocorrido no mês de abril são os investigados pela polícia, que também mapeia outras ocorrências semelhantes.
Os mandados foram coordenados pela delegada Marcela Smolenars, titular da Delegacia de Polícia de Esteio, que contou com parecer favorável do Ministério Público e foram decretadas pelo Poder Judiciário. Foram apreendidos diversos objetos relacionados aos crimes investigados, entre três armas de fogo, sendo um delas ilegal. Todas encontradas no escritório da revenda de veículos.
“Já somamos, em 40 meses, mais de 20 operações estruturadas decorrentes de investigações contra associações ou crime organizado, além de dezenas de prisões pontuais em inquéritos que apuram tais crimes. São centenas de prisões, e o objetivo é identificar não somente os que ameaçam, mas também aqueles que, por detrás do esquema criminoso, auferem ganhos exorbitantes às custas do sofrimento e do medo das vítimas”, destaca o delegado regional de Canoas Cristiano Reschke.
Após o cumprimento das medidas, os presos foram encaminhados ao presídio, onde permanecerão à disposição da Justiça. A investigação prossegue para o completo esclarecimento dos fatos e para a identificação de outras possíveis vítimas.
Foto: Divulgação Polícia Civil.




