O projeto piloto Plano de Alta, implantado há pouco mais de 60 dias no Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH) já apresenta resultados no atendimento aos pacientes. Segundo dados da instituição, a iniciativa aumentou em mais da metade o número de altas hospitalares na ala aplicada já no primeiro mês, agilizando a liberação de leitos e reduzindo o tempo de espera por internações.
Desenvolvido pelo Núcleo Interno de Regulação (NIR), a iniciativa busca antecipar a identificação de fatores que possam atrasar a alta hospitalar, tornando o processo mais ágil e, principalmente, seguro para o paciente.
Revisões diárias nos prontuários
A equipe hospitalar revisa diariamente os prontuários dos pacientes internados para verificar questões como exames pendentes, necessidade de avaliação por outras especialidades ou alinhamento com familiares. As situações são discutidas diretamente com os médicos responsáveis para acelerar as providências necessárias.
“Pode ser a pendência de um exame laboratorial ou de imagem, a necessidade de articulação com a família, entre outros diversos fatores. Identificando isso antes, conseguimos acelerar a resolução”, explica o médico Lúcio Dornelles, coordenador do NIR e líder do projeto.
Momento adequado para altas
Os primeiros resultados já demonstram o impacto da iniciativa. Em junho, primeiro mês completo de monitoramento, foi registrado um aumento de 70% no número de altas na ala Beija-Flor em comparação ao período anterior.
Conforme Dornelles, a proposta não é antecipar altas de maneira indiscriminada, mas garantir que elas ocorram no momento adequado, com segurança e planejamento.
Segundo o médico, uma alta segura reduz o risco de reinternações, contribui para melhores indicadores assistenciais e melhora a dinâmica de atendimento do hospital.
“A ideia é promover uma alta mais precoce quando ela é possível e segura. Não adianta liberar o paciente sem que todas as condições estejam garantidas e ele precise retornar ao hospital em 24 ou 48 horas. Também buscamos identificar falhas nos processos internos para corrigi-las e tornar o atendimento cada vez mais eficiente”, afirma.
Com a maior rotatividade e a liberação mais rápida dos leitos clínicos, pacientes que dão entrada na Emergência e necessitam de internação conseguem ser encaminhados com mais agilidade para as unidades de internação.
Foto da capa: Divulgação/PMNH




