Quase 2 milhões dos 158 milhões de brasileiros aptos a votar em 2026 são pessoas com deficiência. A urna eletrônica oferece uma série de recursos de acessibilidade para garantir o voto autônomo e sigiloso a esse público.
Recursos para deficiência visual
O teclado da urna tem teclas em alto relevo com indicações em braille, clique audível e tecla 5 com destaque especial. A urna também conta com sintetização de voz, que guia o eleitor cego ou com baixa visão por todo o processo: informa o cargo, os números digitados e o nome da candidatura escolhida. Os fones de ouvido são fornecidos pela Justiça Eleitoral no dia da votação. Não é permitido usar fone próprio.
Em 2026, uma novidade: fonte de caracteres projetada especificamente para pessoas com baixa visão, com melhor legibilidade na tela da urna.
Libras para deficiência auditiva
A urna disponibiliza interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras), com janela que ocupa metade da altura e um quarto da largura da tela. Em 2026, passa a incluir também a tradução de votos brancos, nulos e em legenda, o que é novidade nesta eleição.

Direito ao acompanhante
O eleitor com deficiência pode votar acompanhado de uma pessoa de sua confiança, que pode até digitar os números na urna se necessário. Não é preciso autorização prévia: basta comunicar o presidente da mesa no dia. O acompanhante não pode estar a serviço da Justiça Eleitoral, de partido político ou de coligação.
Pessoas com autismo têm atendimento prioritário garantido pela Resolução TSE nº 23.759/2026, também sem necessidade de cadastro prévio ou laudo.
Ordem de prioridade para votar
Têm preferência no atendimento, nesta ordem: maiores de 80 anos, depois idosos, pessoas com deficiência, autistas, gestantes, obesas e pessoas com crianças de colo. Doadores de sangue com comprovante de doação nos últimos 120 dias também têm prioridade, mas são os últimos dessa fila.




