Em decisão tomada no último domingo (30), mas divulgada nesta segunda-feira (31), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu a campanha digital de Renan Santos (Missão) à presidência da República. A deliberação foi promulgada pelo ministro José Antônio Dias Toffoli.
Na determinação, a chapa do Missão não poderá publicar em perfis não informados à Justiça Eleitoral, além de não acessar os repasses do Fundo Eleitoral e não poderá participar de debates de televisão, rádio, podcasts e outros meios de comunicação.
De acordo com o ministro, a campanha de Renan Santos teria perfis irregulares divulgando conteúdos em favor do candidato. O magistrado alega que houve omissão estratégica por parte da campanha digital do candidato, em que demorou a informar à Justiça Eleitoral as contas utilizadas para a propaganda eleitoral. A legislação define que os candidatos devem informar todas as redes utilizadas para seus conteúdos digitais.
No seu perfil no X – antigo Twitter -, o candidato publicou um print relembrando um ato do Movimento Brasil Livre (MBL) – movimento parte da base do partido de Renan – contra Toffoli, atual Ministro do TSE, em frente à sede do Banco Master na Faria Lima. Ainda, o postulante à presidência também atualizou sua foto de perfil escrito “censurado” em seu rosto.

A última pesquisa, do BTG/Nexus, divulgada na manhã desta segunda-feira, Renan Santos aparecia com 3% dos votos, sendo o quinto colocado, atrás de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado.
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