Entrou em vigor nesta sexta-feira (19) o programa Move Brasil, uma iniciativa do governo federal que oferece condições especiais de financiamento para motoristas de aplicativo, taxistas e profissionais ligados a cooperativas de transporte. Segundo o governo, a medida foi criada para facilitar a compra de veículos zero quilômetro e incentivar a renovação da frota em circulação no país. Entre os benefícios estão taxas de juros reduzidas, prazos de financiamento de até 72 meses e período de carência para o início dos pagamentos.
O programa prevê até R$ 30 bilhões em recursos destinados à categoria. O valor será repassado pelo Ministério da Fazenda ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que ficará responsável pela operacionalização das linhas de crédito por meio de bancos credenciados.
Para participar, os motoristas de aplicativo deverão comprovar pelo menos 12 meses de atividade em uma mesma plataforma e ter realizado, no mínimo, 100 corridas no período. Já os taxistas e motoristas vinculados a cooperativas precisarão apresentar licenças e registros ativos, além de estar com a situação fiscal regularizada junto aos órgãos competentes.
O processo de habilitação foi centralizado em ambiente digital do governo federal. O interessado deve realizar cadastro na plataforma gov.br, autorizar o compartilhamento das informações necessárias e aguardar a validação dos dados. A resposta sobre a elegibilidade será enviada à caixa postal do portal em até cinco dias úteis.
Após a aprovação, o profissional poderá procurar uma das instituições financeiras credenciadas para dar início à análise de crédito e escolher o veículo desejado.
Ao todo, 13 montadoras tiveram modelos homologados para participar do Move Brasil. Entretanto, não basta que o veículo custe menos de R$ 150 mil. As fabricantes precisaram cadastrar previamente os automóveis junto ao governo federal, que analisou e aprovou os modelos aptos a integrarem o programa. Entre elas estão: Volkswagen, Fiat, Renault, GM, Honda, Hyundai, Nissan, Peugeot, Toyota, BMW, BYD e GWM.
Foto: Agência Brasil