Os Estados Unidos confirmaram na noite desta quinta-feira (23) a aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e faz parte de um pacote que atinge 60 parceiros comerciais acusados de não combaterem de forma eficaz a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Segundo o USTR, os países que adotaram ou se comprometeram a implementar mecanismos efetivos para impedir a entrada de produtos ligados ao trabalho forçado receberam uma tarifa de 10%. Já aqueles que, na avaliação do governo norte-americano, não adotaram medidas suficientes passaram a ser taxados em 12,5%. O Brasil foi enquadrado nesta segunda categoria.
Em alguns casos, a nova cobrança poderá ser somada a tarifas anteriores já impostas pelos Estados Unidos. Para produtos brasileiros que já haviam sido atingidos pelo tarifaço de 25%, anunciada após investigação sobre supostas práticas comerciais desleais, a carga tributária poderá ficar ainda maior.
A nova tarifa entrou em vigor às 1h01 desta sexta-feira (24), no horário de Brasília. Mercadorias que já estavam em trânsito para os Estados Unidos antes da mudança poderão ingressar no país sem a cobrança adicional até a próxima terça-feira (28).
Em resposta, o governo brasileiro divulgou uma nota oficial rechaçando a sobretaxa de 12,5%, classificando a medida como arbitrária e injustificada. O Palácio do Planalto afirmou que iniciará imediatamente os trâmites para utilizar os mecanismos previstos na Lei da Reciprocidade, além de avaliar outras medidas em defesa dos interesses comerciais do país.
Foto: Agência Brasil




