Na última quinta-feira (02), a vice-presidente do Sindicato dos Professores e Professoras Municipais Leopoldenses (Ceprol), Rosi Petersen, arremessou um objeto na vereadora do município Edite Lisboa (PDT), conhecida como “Cigana”. O desentendimento ocorreu durante sessão extraordinária da Câmara dos Vereadores, onde foram votados três Projetos de Lei.
Segundo a vice-presidente, ela teria arremessado cartazes levados à manifestação, após rasgar o papel em gesto de indignação. Rosi afirma que se aproximou dos vereadores em momento de tensão para chamar a atenção dos parlamentares, destaca ser contra qualquer tipo de violência e que não era o objetivo acertar ninguém.
O Gabinete da Vereadora Edite Rodrigues Lisboa (Cigana) publicou uma nota de repúdio e disse ser inaceitável o ato de violência física e moral sofrido pela parlamentar. NNa última quinta-feira (02), a vice-presidente do Sindicato dos Professores e Professoras Municipais Leopoldenses (Ceprol), Rosi Petersen, arremessou um objeto na vereadora do município Edite Lisboa (PDT), conhecida como “Cigana”. O desentendimento foi durante sessão extraordinária da Câmara dos Vereadores, onde foram votados três Projetos de Lei.
A revolta da classe dos professores começou após o Projeto de Lei 5269/235 ser levado para votação na Câmara, em regime de urgência, para tratar sobre o parcelamento de dívidas do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais de São Leopoldo (IAPS), com base no Projeto de Emenda Constitucional (PEC/136) sobre a reforma da previdência, feita em 2019 e aprovada em setembro de 2025.


A procuradora-geral de São Leopoldo Fernanda Luft explica que a PEC permite o parcelamento de dívidas previdenciárias em até 300 vezes. Segundo a fala de Fernanda na tribuna, durante a última quinta, atualmente estão pendentes 15 parcelamentos com o IAPS, todos feitos em 2017, que preveem 200 parcelas, cerca de 100 delas já estariam pagas. A procuradora esclarece que esta dívida traz uma conta mensal muito alta para a Prefeitura. “A ideia é juntar estas 100 parcelas que ainda restam e fazer um parcelamento mais esticado”, afirma a procuradora-geral do município.
Segundo a presidente do Ceprol, Cristiane Mainardi, o parcelamento não é necessário e que por trás do Projeto de Lei estava a reforma da previdência. A presidente afirma que a reforma altera regras para aposentadoria de servidores e servidoras públicas de São Leopoldo. A indignação também passa pela falta de debate com o conselho administrativo do IAPS e com o Grupo de Trabalho criado para cuidar da saúde financeira do instituto. “Se fala de parcelamentos para se cuidar da saúde do instituto, como uma cortina de fumaça, que não diz o que precisa ser feito para fazer o parcelamento de 300 vezes que vai custar as regras da reforma da previdência, que mudam as regras de aposentadoria de todos os servidores públicos de São Leopoldo”, falou Cristiane na bancada.
Em manifestação divulgada após o episódio, a Prefeitura de São Leopoldo classificou a situação como um contraste inaceitável. O Executivo destacou que, na mesma sessão em que foi aprovada uma legislação voltada à proteção das mulheres, a vereadora Edite Lisboa, que também atua como procuradora da Mulher, foi alvo de agressão durante o exercício de sua função parlamentar. A administração municipal afirmou ainda que nenhuma causa justifica agressões físicas, intimidações ou qualquer ato de violência, reiterando solidariedade à parlamentar e defendendo o diálogo, o respeito e a cultura da paz.
A Câmara de Vereadores também repudiou o ocorrido e afirmou que não é a primeira vez que reforça a necessidade de respeito aos parlamentares da Casa, independentemente de serem homens ou mulheres. O Legislativo manifestou solidariedade à vereadora Edite Lisboa e destacou que episódios de violência e intimidação não podem ser aceitos em um ambiente democrático.
IMAGENS: Ingrid Fraga / Ceprol



