O Rio Grande do Sul registrou apenas três óbitos por dengue em 2026, queda expressiva em relação a 2024, quando o estado acumulou mais de 200 mil casos e 281 mortes. Os dados foram apresentados durante o Encontro Estadual de Arboviroses, realizado entre quarta (23) e quinta-feira (24) no auditório do Cremers, em Porto Alegre.
O evento reuniu profissionais de vigilância e assistência de municípios e Coordenadorias Regionais de Saúde de todo o estado para qualificar ações de prevenção, diagnóstico e manejo clínico diante do cenário de mudanças climáticas.
A chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Cevs, Roberta Vanacor, apresentou o histórico recente da dengue no RS. O ano de 2022 foi o primeiro grande alerta, com 66 óbitos e forte expansão territorial. Em 2023, foram 54 mortes, com ampliação da circulação do vírus. Em 2024 veio a ruptura: mais de 200 mil casos e 281 óbitos, com transmissão consolidada em praticamente todo o território gaúcho. Em 2025, houve redução dos números, mas a transmissão se manteve sustentada.
Apesar da queda em 2026, o alerta permanece. “Não tem como prever a magnitude do que vai acontecer. A mudança climática veio para ficar e, por isso, a vigilância deve estar preparada e em comunicação permanente com os gestores”, afirmou Roberta. Segundo ela, o vírus continua circulando por todo o estado e a percepção de risco precisa ser constante, mesmo nos períodos de baixa transmissão.
O encontro, promovido pela Secretaria Estadual da Saúde e pelo Cevs com apoio do Cremers, debateu também vacinação, manejo clínico, síndrome congênita do Zika e os impactos das mudanças climáticas no controle das arboviroses.




