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Comunidade

Querida fonoaudióloga do Hospital Municipal de Novo Hamburgo desenvolveu uma forma para “dar voz a quem não pode falar”

Uma iniciativa desenvolvida dentro do Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH) tem ajudado pacientes que, mesmo lúcidos, não conseguem se comunicar por meio da fala. A fonoaudióloga e coordenadora do setor de Fonoaudiologia, Deise Andrade, desenvolveu pranchas de Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA), permitindo que essas pessoas expressem dores, necessidades, vontades e sentimentos.

Deise atua há 16 anos no Hospital Municipal e começou a se aprofundar na área ainda quando trabalhava na APAE. Desde então, passou a utilizar a Comunicação Alternativa e Aumentativa como uma ferramenta para auxiliar pessoas com diferentes condições que dificultam ou impedem a comunicação verbal. “A gente usa há bastante tempo. É uma técnica bem conhecida. Trouxemos para o hospital pensando naquele paciente que está preso no corpo. Que está lúcido, mas não consegue se comunicar”, explica a fonoaudióloga.

Pranchas expressam as necessidades do paciente.

As pranchas possuem imagens e símbolos que permitem ao paciente apontar aquilo que deseja comunicar. Entre as possibilidades estão indicar que está sentindo dor, que precisa de água, que está com frio ou que deseja expressar alguma outra necessidade. “É uma angústia da pessoa querer falar e não conseguir. São pessoas que tiveram AVC, paralisia cerebral, traumatismo craniano”, relata Deise.

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A ferramenta também pode ser utilizada por pacientes que não conseguem movimentar os braços ou apontar. Em casos de tetraplegia, por exemplo, a equipe pode estabelecer uma forma de comunicação por meio do piscar dos olhos ou de algum outro movimento que a pessoa consiga realizar. “O paciente que não consegue apontar, a gente estabelece uma comunicação através do piscar do olho, aquilo que ele consiga fazer. Fazemos uma varredura por colunas e linhas daquilo que ele quer comunicar”, explica.

Um dos casos atendidos no HMNH é o da venezuelana Dedglys Del Vale Diaz, de 43 anos. Diante das limitações de comunicação no leito, agravadas pelo idioma e pelo próprio estado de saúde, ela conseguiu expressar dores, vontades e sentimentos com o auxílio das pranchas elaboradas pela equipe de Fonoaudiologia.

Atendimento é realizado dentro do Hospital Municipal de Novo Hamburgo

Além de utilizar as pranchas durante os atendimentos no hospital, Deise também disponibiliza o material em formato digital. A Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH) passou a oferecer gratuitamente o PDF para familiares, cuidadores e demais pessoas que necessitem da ferramenta. O material pode ser acessado por meio de um QR Code disponibilizado nos canais oficiais da Fundação de Saúde e no próprio Hospital Municipal de Novo Hamburgo.

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A iniciativa busca levar a Comunicação Alternativa e Aumentativa para além do ambiente hospitalar, permitindo que as pranchas também sejam utilizadas em casa e em outros espaços do cotidiano. Durante o mês de outubro, dedicado à conscientização sobre a Comunicação Alternativa e Aumentativa, o HMNH reforça a importância de ferramentas que garantam o direito à expressão, à autonomia e a um atendimento cada vez mais humanizado.

Fotos: Bruno Schütz e Divulgação FSNH.

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