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Política

Quem é Luciano Zucco, eleito governador do Rio Grande do Sul no 1º turno

Luciano Lorenzini Zucco (PL), de 52 anos, foi eleito governador do Rio Grande do Sul no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, realizado neste domingo (4). A vitória de Zucco foi matematicamente confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quando, com 91% das urnas apuradas, o candidato já somava 57,88% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado pelos demais concorrentes.

Natural de Alegrete, Zucco é filho de professora e de capitão do Exército. Militar de carreira, é conhecido também como Tenente-Coronel Zucco.

Estudou no Colégio Militar de Porto Alegre e graduou-se em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). Também é mestre em Inteligência Estratégica e possui MBA em Segurança Privada e Pública.

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Atualmente, Zucco exerce o cargo de deputado federal pelo Rio Grande do Sul. Ele foi eleito para a Câmara dos Deputados em 2022, pelo Republicanos, com 259.023 votos, sendo o candidato mais votado do Estado naquele pleito. O mandato é válido de 2023 a 2027. Em dezembro de 2023, filiou-se ao PL.

Zucco é irmão de Delegado Zucco (Republicanos), também eleito deputado estadual nas eleições de 2026.

Resultado das Eleições Gerais de 2026 para o Governo do RS (Imagem: Divulgação/TSE)

Atuação na Assembleia Legislativa

Antes de chegar a Brasília, Zucco foi deputado estadual do Rio Grande do Sul. Eleito em 2018, com 166.747 votos, exerceu o mandato na Assembleia Legislativa entre 2019 e 2022.

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Durante o período, teve como principais áreas de atuação as pautas relacionadas à segurança pública, educação e desenvolvimento rural.

Entre as iniciativas atribuídas ao parlamentar estão o programa estadual que implementou um modelo de ensino com foco em disciplina, civismo e qualidade educacional, a Política de Enfrentamento ao Câncer Infantil e a lei que prevê o fornecimento de toucas hipotérmicas para pacientes em tratamento de quimioterapia.

Também participou da criação da Política Estadual de Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, com medidas voltadas à localização de pessoas desaparecidas e ao reencontro de famílias.

Trajetória em Brasília

Na Câmara dos Deputados, Zucco se consolidou como uma das vozes da oposição ao governo federal. Entre suas atuações, esteve a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MST e a criação da Frente Parlamentar Invasão Zero, voltada à defesa do direito de propriedade no Brasil.

Segundo informações da Câmara dos Deputados, dois projetos de lei de autoria de Zucco foram transformados em normas jurídicas.

Um deles é o PL 2.162/2023, conhecido como PL da Dosimetria. A proposta alterou regras relacionadas à aplicação de penas em determinadas situações de concurso de crimes, incluindo casos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023.

O segundo é o PL 1.564/2024, que resultou em medidas emergenciais para os setores de turismo e cultura do Rio Grande do Sul, com o objetivo de reduzir os impactos da crise provocada por desastres naturais, em referência às enchentes que atingiram o Estado em 2024.

Plano de governo

Durante a campanha ao governo do Estado, Zucco apresentou como uma das principais metas fazer o Rio Grande do Sul voltar a crescer, gerar oportunidades e transformar o desenvolvimento econômico em melhores serviços públicos e qualidade de vida para a população.

Segundo o plano de governo apresentado pelo candidato, o Estado perdeu protagonismo nas últimas décadas em diferentes áreas e precisa recuperar a capacidade de investir, atrair empresas, gerar empregos e oferecer perspectivas para que os jovens possam construir seu futuro no Rio Grande do Sul.

A proposta também defende conciliar responsabilidade fiscal com uma agenda de desenvolvimento, sem aumento de impostos, além da redução de burocracias e da melhoria do ambiente para quem produz, trabalha e empreende.

RS elege primeira vice-governadora

Ao lado de Zucco, a deputada estadual Silvana Covatti (PP) foi eleita vice-governadora do RS. Ela já foi secretária estadual da Agricultura durante o governo de Eduardo Leite (PSD) e foi a primeira mulher a presidir a Assembleia Legislativa gaúcha.

Aos 63 anos, Silvana é natural de Frederico Westphalen. Casada com o ex-deputado federal Vilson Covatti (PP), é mãe de Viviana, do deputado federal Covatti Filho (PP) e Francieli.

Silvana começou sua trajetória política trabalhando na assessoria do marido. Foi eleita deputada estadual pela primeira vez em 2006 e atualmente cumpre seu quinto mandato na Assembleia.

Durante sua trajetória no Legislativo, chegou à presidência da Assembleia, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo. Também chegou a assumir interinamente o governo do Estado durante cinco dias, na ausência do então governador Sartori (MDB) e do vice-governador Cairoli (PSD).

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