Um professor do Colégio Estadual Marechal Rondon, em Canoas, foi indiciado pelos crimes de assédio sexual, importunação sexual e estupro de vulnerável após investigação da Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente. O inquérito, encerrado nesta semana, investigava relatos de prática de crimes sexuais por parte do professor contra alunas adolescentes.
A investigação teve início no mês de março, a partir da prisão preventiva do professor pela Brigada Militar, que foi acionada por uma aluna. Segundo relatos da vítima, o professor estaria praticando atos de importunação sexual contra ela e outras alunas da instituição.
Um grupo de alunas confirmou a ocorrência de reiterados episódios de assédio e importunação, condutas que perdurariam há mais de um ano.
Vítimas relatam toques e elogios
A Polícia apurou que o docente, aproveitando-se de sua posição de autoridade, dirigia às alunas elogios de conotação sexual, chamando-as de “lindas” e fixava o olhar em suas partes íntimas.
Além disso, ele solicitava que as meninas realizassem apresentações de trabalhos em particular, fora da sala de aula e em locais reservados, e praticava toques físicos intencionais em ombros, braços, cabelos, colo, cintura e regiões próximas aos seios, além de outros contatos.
De acordo com o Delegado Maurício Barison, titular da DPCA Canoas, as vítimas e seus responsáveis foram ouvidos, além de profissionais da instituição.
As investigações ainda tiveram acesso às imagens do circuito de videomonitoramento dos dias e horários que os fatos teriam ocorrido e atas escolares sobre.
As adolescentes vítimas foram encaminhadas ao Centro de Referência no Atendimento Infantojuvenil – CRAI para atendimento especializado, ouvidas sob a forma de escuta especializada.





