Uma menina de sete anos foi levada para atendimento médico após apresentar sintomas que, segundo a família, seriam decorrentes de uma picada de escorpião que teria acontecido em uma escola de Novo Hamburgo. O caso mobilizou a família e órgãos da Prefeitura, mas o município diz que não é possível confirmar que o incidente tenha ocorrido dentro das dependências da escola. A reportagem também não teve acesso a nenhum laudo que comprove que a picada, de fato, foi de um escorpião.
Segundo a Prefeitura, a direção da escola em que a menina estuda foi comunicada pela família no sábado da semana passada, dia 26. A mãe relatou que o episódio teria acontecido dois dias antes, na quinta do dia 24, na instituição. A escola, porém, informa que a criança não apresentou queixas aos professores nem na quinta, nem na sexta-feira, dia 25. Por isso, segundo o município, não há confirmação de que a picada tenha acontecido nas dependências da instituição.
Ainda conforme a Prefeitura, a menina foi levada pela família para atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no dia 26, e durante o atendimento, a criança teria reconhecido, entre diferentes imagens um escorpião preto como o animal que teria causado a picada.
Nos dias seguintes, ela também passou por uma Unidade de Saúde da Família (USF). De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o Centro de Informações Toxicológicas (CIT) do Estado foi acionado nos atendimentos, seguindo o procedimento adotado para casos envolvendo animais peçonhentos.
Mesmo sem a confirmação de que a picada ocorreu na escola, a Vigilância Ambiental realizou uma vistoria na instituição na quinta-feira (01), entre 18h30 e 22h30, horário em que os escorpiões costumam sair de seus esconderijos. Segundo a Prefeitura, nenhum escorpião foi encontrado durante a vistoria.
A administração municipal afirma ainda que as áreas externas das escolas passam por manutenção periódica, incluindo serviços de poda e roçada. A limpeza de jardins e pátios é apontada como uma das principais medidas preventivas para evitar a presença de animais peçonhentos.
Segundo a Secretaria de Saúde municipal, a menina não apresenta mais febre. Ela ainda tem dor e inchaço no local da possível picada, mas não apresenta, neste momento, sintomas que indiquem necessidade de internação. A Secretaria de Saúde reforça ainda que, em casos de suspeita de picada de animal peçonhento, a recomendação é buscar atendimento médico imediatamente.
Foto: Arquivo pessoal / Divulgação




