Após mais de duas horas e meia de leitura do relatório final, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a remuneração da secretária da Fazenda de Novo Hamburgo, Michele Vargas Antonello, aprovou nesta terça-feira (29) o documento que recomenda o arquivamento do caso, por 3 votos a 2.
A leitura das 36 páginas do relatório ocorreu durante reunião na Câmara de Vereadores. O documento foi elaborado pelo relator da CPI, vereador Ito Luciano (Podemos), e lido pelo secretário da comissão, Giovani Caju (PP).
No relatório, Ito conclui pela inexistência de duplicidade remuneratória ilícita e de acumulação indevida de cargos. O texto também não aponta infrações político-administrativas nem recomenda o indiciamento de agentes políticos. Com isso, o relator votou pelo arquivamento da investigação.
Durante a votação, o vereador Felipe Kuhn Braun (PSDB) se posicionou contra o relatório. “Se não era duplicidade, era um adicional”, afirmou, ao questionar a interpretação adotada no documento.
Giovani Caju acompanhou o voto do relator e defendeu mudanças na legislação municipal para evitar situações semelhantes. “Na minha opinião, precisamos mudar a legislação para que não ocorram fatos como esse novamente”, declarou.
Joelson de Araújo (Republicanos) votou favoravelmente ao arquivamento e à aprovação do relatório. “A gente não consegue entender o que é certo e o que é errado, é interpretação”, afirmou. O vereador já havia defendido anteriormente que o Ministério Público deveria investigar e analisar o caso.
Ito Luciano rebateu as críticas e reafirmou sua posição. “Cada um tem seu ponto de vista, mas, como relator, olhei tudo”, declarou.
A vereadora Professora Luciana Martins (PT) manifestou repúdio ao documento e votou contrário a ele.
“35 páginas, durante uma leitura de duas horas e 30 minutos, para nos convencer de que isso é apenas um erro. Quero parabenizar o esforço do relator”, afirmou.




