Neste domingo (25), os ônibus do transporte coletivo de Salvador, no Estado do da Bahia, tiveram a saída das garagens impedidas, e o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a retomada imediata de toda a frota durante o segundo turno das eleições.
Ao menos 75 veículos foram afetados. A decisão prevê multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento da ordem pela Prefeitura, pela Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e pelas empresas concessionárias.
A determinação foi tomada após um pedido da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. A entidade alegou que a frota em circulação estava mais de 50% abaixo do volume normalmente disponibilizado em dias úteis, apesar da gratuidade do transporte durante a votação. Segundo a federação, a redução dificultava o deslocamento dos eleitores até os locais de votação.
A Prefeitura de Salvador afirmou que houve atraso na saída dos ônibus porque sindicalistas colocaram adesivos com o número 13, do PT, nos veículos.
Em nota, a Secretaria Municipal de Mobilidade informou que determinou a liberação de todos os ônibus das garagens, com a frota máxima, mesmo nos veículos que apresentavam adesivos considerados pela pasta como propaganda eleitoral irregular.
O TRE-BA também estabeleceu que a Semob comprove o cumprimento da ordem em até uma hora. A decisão também determina a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e prevê que a Polícia Civil fiscalize a circulação dos ônibus, inclusive com o uso de drones.
A coligação ainda pediu ao TSE a prorrogação da votação até as 19h em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia, após centenas de ônibus serem impedidos de sair das garagens. A decisão caberá ao ministro Kassio Nunes Marques. A coligação também solicitou a distribuição de senhas, às 17h, aos eleitores que ainda estiverem nos locais de votação.
As informações foram apuradas e publicadas pelo portal G1.




