Já estão valendo nesta quinta-feira (1º) as novas regras para doação de sangue no Brasil. Uma das principais mudanças é a redução do prazo de espera para quem fez tatuagens e procedimentos estéticos, além da exclusão da faixa etária máxima para doadores recorrentes.
Para a biomédica Jordana Alves, que atua no Hemovida de Novo Hamburgo, algumas das mudanças podem ajudar a buscar mais doadores. Entre elas está a diminuição do tempo de espera após a realização de tatuagens, piercings, maquiagem definitiva e procedimentos estéticos invasivos.
Pelas novas regras, o candidato poderá voltar a doar após sete dias, desde que seja possível avaliar a segurança do procedimento. Caso isso não possa ser comprovado, o impedimento será de quatro meses. Antes, o prazo variava de seis a 12 meses.
O principal motivo para o tempo de espera é a chamada “janela imunológica”. Esse é o intervalo entre o momento em que uma pessoa é infectada por um vírus, como o HIV ou os vírus das hepatites B e C, e o momento em que os exames laboratoriais conseguem detectar a infecção no sangue.
O prazo também será menor para quem passou por endoscopia ou utilizou anabolizantes sem prescrição médica. Pela nova regra, o período de espera cai de seis para quatro meses.
As mudanças foram estabelecidas por uma portaria do Ministério da Saúde, publicada em 3 de julho, e entram em vigor 90 dias após a publicação, em 30 de setembro.
Doadores com mais de 70 anos poderão continuar doando
Outra mudança é a retirada do limite máximo de idade para doadores de repetição. Pessoas com mais de 70 anos poderão continuar doando sangue, mediante avaliação médica no serviço de hemoterapia.
“E aqui no Hemovida, grande parte dos nossos doadores são de repetição. Então, anteriormente, quando o doador ia completar 70 anos, ele teria que parar de doar. Agora, sem um limite de faixa etária caso ele já seja um doador regular, é uma mudança importante”, explica Jordana.
Segundo a biomédica, a expectativa é que as novas regras incentivem mais pessoas a procurar os bancos de sangue.
Uso de Ozempic e Mounjaro
O uso de medicamentos injetáveis agonistas de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, também foi incluido na nova portaria, mas não passa a impedir automaticamente a doação de sangue.
A restrição de quatro meses será aplicada a quem tiver histórico de compartilhamento do dispositivo utilizado para aplicar o medicamento.
A utilização do remédio, por si só, não torna o candidato inapto. Ainda assim, todos os medicamentos em uso continuam sendo avaliados individualmente durante a triagem, assim como a doença ou condição que motivou o tratamento.
Sintomas gripais
As novas regras também alteram os critérios para pessoas que tiveram gripe. Antes, era necessário esperar sete dias após o desaparecimento dos sintomas para doar. Agora, a coleta poderá ser realizada desde que o candidato não apresente febre durante a entrevista feita antes da doação.
Jordana explica que todo o processo, desde o cadastro do doador e a entrevista sobre suas condições de saúde até o lanche oferecido após a coleta, dura cerca de 40 minutos.
“Resumindo, para doar sangue, basta ter a vontade e estar em boas condições de saúde. Precisa estar alimentado, portando o documento com foto, estar descansado e não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas”, orienta.
Como doar em Novo Hamburgo
O Hemovida de Novo Hamburgo fica dentro do Hospital Regina, na Av. Maurício Cardoso, e atende de segunda-feira a sábado, das 7h30 às 12h30. O atendimento é feito preferencialmente com horário agendado.
O agendamento pode ser realizado pelo link disponível no Instagram do Hemovida ou pelo site do banco de sangue de Novo Hamburgo.




