A cantora galesa Bonnie Tyler morreu nesta quinta-feira (9), aos 75 anos, em Faro, no sul de Portugal. Ela estava internada desde 30 de abril após uma cirurgia de emergência para tratar uma perfuração no intestino. Nos últimos dias, seu estado havia se agravado e ela chegou a ser colocada em coma induzido antes de ser transferida para a UTI.
Tyler ficou mundialmente conhecida por “Total Eclipse of the Heart” (1983), um dos singles mais vendidos de todos os tempos, com mais de seis milhões de unidades no Reino Unido. A versão brasileira mais famosa é a música “Total Eclipse do Amor”, gravada pela dupla sertaneja Wilson e Soraia na década de 1990.
A voz rouca que tornaria Tyler inconfundível surgiu por acidente: após uma cirurgia para remover nódulos nas cordas vocais, ela gritou de frustração durante o repouso médico obrigatório e o tom rasgado ficou para sempre.
Nascida em 8 de junho de 1952 em Skewen, País de Gales, com o nome Gaynor Hopkins, Tyler cresceu em uma família religiosa e fez sua primeira apresentação em uma capela. Deixou a escola aos 16 anos para trabalhar em um mercado, e foi inscrita pela tia em um concurso de talentos em 1969. Não ganhou, mas não parou mais.
Em 2022, fez sua primeira turnê no Brasil, com shows em Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro. No mesmo ano, lançou “Together”, produzido por David Guetta, com o refrão de “Total Eclipse of the Heart” interpolado na letra.

O Brasil também tem uma ligação afetiva com a cantora além dos hits: nos anos 1980, ela gravou um dueto com Fábio Jr. em “Sem Limites para Sonhar”, em um álbum bilíngue do cantor brasileiro.
Ao longo da carreira, Tyler apoiou causas como recuperação de dependentes químicos, vítimas do tsunami de 2004 e crianças com paralisia cerebral. Em 2020, participou de uma regravação beneficente para arrecadar fundos para Bergamo, cidade italiana devastada pela pandemia de Covid-19.




