Além da TCar Veículos, prejudicada por um grande incêndio na madrugada desta sexta-feira (6), na Rua Ícaro, em Canudos, outra revenda foi alvo do mesmo crime cerca de 24 horas antes, na mesma rua. Na loja atingida nesta manhã, o prejuízo ultrapassa os R$ 500 mil, segundo o proprietário. Na ocorrência anterior, houve um princípio de incêndio que não se alastrou, conforme a Polícia Civil.


Os casos são investigados pelo delegado Alexandre Quintão, da 3ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo. Quintão ressalta que ambos os proprietários não relataram ameaças e os crimes não estariam ligados a cobranças de pedágios. Conforme as imagens, é possível identificar o mesmo modus operandi dos bandidos. Eles se aproximam, quebram o vidro e ateiam coquetel molotov aos estabelecimentos. No primeiro episódio, um dos indivíduos ainda botou fogo no próprio pé.
Os suspeitos ainda não foram localizados. Embora a semelhança entre as circunstâncias dos dois episódios, ainda não há a confirmação se são os mesmos bandidos em ambos os crimes. Os casos seguem sendo investigados.
INCÊNDIO DESTA SEXTA-FEIRA
Enquanto o episódio da madrugada de quarta para quinta, registrado às 1h30, não trouxe prejuízos, conforme o delegado, o incêndio desta sexta-feira na TCar prejudicou os dois andares do préido. O proprietário, Antônio Marques, conta que não estava no local no momento em que as chamas começaram. “Era 4h da manhã quando os vizinhos ligaram dizendo que estava pegando fogo na loja. Nos deslocamos até aqui”, conta. Ao chegar, destaca que o Corpo de Bombeiros e a Brigada Militar já atuavam na ocorrência.
O fogo foi contido, mas pouco pôde ser salvo. O prédio possui dois andares. No térreo, ficavam os veículos atingidos, enquanto no andar superior funcionava um escritório, que também foi destruído. Entre os cerca de 20 veículos, o proprietário destaca: “Queimou mais aqui pra frente. Tinha uma moto de cliente, entre as cinco grandes. Graças a Deus não pegou em todos”, afirma. Ele complementa que, dos 15 carros, três ficaram completamente destruídos e que tentará recuperar os demais.
Apenas com os veículos, Antônio estima prejuízos de pelo menos R$ 500 mil, além dos danos à estrutura do local. “A loja tem seguro, mas não o seguro que cobriria os carros. Vamos ver o que falam”, diz Antônio, explicando que os veículos não possuem seguro. Questionado, Antônio afirma desconhecer qualquer possível motivação para o crime.
Fotos: Divulgação.




