Nesta quinta-feira (27), a Polícia Federal (PF) realizou mandado de busca e apreensão em cinco cidades do Rio Grande do Sul, entre elas Canoas, no Vale do Sinos, onde foram capturados documentos de interesse da investigação e dispositivos eletrônicos. A Operação Terra Arrasada investiga um esquema de fraude de licitações para venda de máquinas de terraplanagem a órgãos públicos. A PF apura irregularidades envolvendo prática de preços acima do mercado, propina a agentes públicos e lavagem de dinheiro.
A Justiça Federal determinou a apreensão de imóveis e veículos em torno de aproximadamente R$ 14 milhões no total. O valor corresponde ao prejuízo causado à União. Três empresas investigadas foram suspensas de participar de novas licitações e de firmar contratos com o poder público.
De acordo com a investigação divulgada pela instituição, um grupo atuava mediante empresas que tinham os mesmos donos para simular concorrência em licitações. Os investigados apresentavam propostas combinadas, visando reduzir a competitividade e manter valores elevados à administração pública. Ainda, há indícios de pagamento a agentes políticos para favorecer interesses do grupo. O esquema teria atingido centenas de municípios do Rio Grande do Sul.




Em nove anos, as empresas teriam firmado contratos de mais de R$ 406 milhões para venda de 724 máquinas ao poder público. Cerca de 40% seriam de contratos com recursos federais. Ao todo, foram 13 mandados de busca e apreensão, doze foram no Rio Grande do Sul. Além de Canoas, foram realizadas oito ações em Venâncio Aires, um em Santa Cruz do Sul, um em Lajeado, um em Santa Maria e um em Jacareí, no interior de São Paulo.
Fotos: Divulgação / Polícia Federal de Santa Maria




