Na EMEF Castro Alves, em Novo Hamburgo, aquilo que normalmente iria para o lixo depois da merenda escolar está ganhando um novo destino: virar pesquisa científica. Com o projeto “Banana não tem caroço, mas tem solução: o bioplástico que nasce da casca da banana da merenda escolar da EMEF Castro Alves”, alunas propõe a produção de bioplástico a partir dos resíduos da merenda escolar consumida diariamente.
A ideia dos estudantes é transformar as cascas de banana em um material com potencial para substituir, em algumas aplicações, os plásticos convencionais derivados do petróleo.
A iniciativa surgiu da observação da grande quantidade de resíduos orgânicos gerados na escola e da necessidade de desenvolver práticas sustentáveis que contribuam para a preservação ambiental.
Além de estimular o cuidado com o meio ambiente, o projeto também aproxima as estudantes do universo da pesquisa científica e mostra, na prática, que ciência não acontece apenas dentro de grandes centros de pesquisa, mas também pode começar dentro da escola.


As estudantes participam de todas as etapas do processo, desde a coleta e higienização das cascas até a produção experimental e os testes de resistência, flexibilidade e biodegradação do material.
O projeto conta com a busca de parceria da Escola Politécnica da Unisinos, que poderá contribuir com suporte técnico, laboratorial e científico para aprofundar as análises e ampliar as possibilidades da pesquisa.


A pesquisa pretende, acima de tudo, conscientizar a comunidade escolar sobre a importância do reaproveitamento de resíduos, da redução do desperdício e da busca por soluções inovadoras para os desafios ambientais atuais.
A iniciativa reforça o papel da escola como espaço de pesquisa, criatividade e formação cidadã, mostrando que a ciência está presente no cotidiano e pode ser uma poderosa ferramenta de transformação social e ambiental.
Fotos: Divulgação/EMEF Castro Alves