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Estância Velha registra 82 casos de esporotricose em 2026 e alerta para cuidados

A confirmação de 82 casos de esporotricose em Estância Velha fez com que a Prefeitura e a Secretaria de Esporte e Bem-Estar emitissem um alerta à população sobre os cuidados com a doença, que tem registrado aumento significativo em cidades da Região Metropolitana. O bairro com maior incidência atualmente é o Rincão dos Ilhéus.

A principal preocupação é com gatos que têm acesso à rua e estão mais expostos a infecção, que se dá pelo contato deles com o solo ao enterrar as fezes, com vegetais secos ao afiar as unhas e por arranhões e mordidas provocados por brigas. Segundo o município, o número de casos pode ser ainda maior devido à subnotificação.

O Departamento de Bem-Estar Animal tem atuado com orientações, acompanhamento veterinário e medicações para animais infectados, e acompanha atualmente 12 gatos diagnosticados com esporotricose que foram abandonados na cidade.

Entre eles está o gatinho malhado Zé Felipe, que já está recuperado da doença e agora aguarda por uma nova família. Assim como ele, os demais animais também estão disponíveis para adoção responsável após o acompanhamento veterinário realizado pela equipe municipal.

A médica-veterinária do município, Vanuza Barcelos, destaca a importância de olhar para esses animais além da doença. “Muitos desses gatos passaram pelo abandono e pelo sofrimento, mas com tratamento, cuidado e carinho conseguem se recuperar e ter qualidade de vida novamente. A adoção representa uma nova chance para esses animais e também um ato de responsabilidade e empatia”, ressalta.

A preocupação também está em manter estes animais seguros, pois não são os culpados pela transmissão da doença. A esporotricose é uma doença fúngica causada por fungo encontrado na natureza, o que inclui o solo, madeira em decomposição, vegetais e folhas, podendo infectar qualquer ser vivo.

Interessados em conhecer os animais e realizar adoções podem entrar em contato diretamente com o Departamento de Bem-Estar Animal pelo WhatsApp 51 99673-8654.

O que é a esporotricose?

A esporotricose é uma micose causada por fungos do complexo Sporothrix, especialmente o Sporothrix brasiliensis, principal responsável pelos surtos urbanos da doença no Brasil.

A enfermidade afeta humanos e animais, principalmente gatos, sendo considerada um problema de saúde pública em diversas regiões do país. A transmissão para humanos acontece principalmente através de arranhões, mordidas ou contato direto com feridas e secreções de gatos infectados. Também pode ocorrer contaminação por espinhos, madeira ou solo contaminado com o fungo.

Já os gatos geralmente se infectam ao entrar em contato com matéria orgânica em decomposição, ambientes contaminados ou durante brigas com outros felinos doentes. O gato pode transmitir a doença para humanos e outros animais, enquanto a transmissão de humanos para gatos é considerada extremamente rara.

Sintomas

Nos humanos, a doença costuma provocar nódulos avermelhados que evoluem para feridas, principalmente nas mãos, braços, pernas, pés e rosto. Nos gatos, os sinais mais comuns são feridas profundas no rosto, nariz, orelhas e patas, que podem se espalhar pelo corpo.

A esporotricose tem cura quando tratada corretamente. Em humanos, o tratamento é realizado com medicamentos antifúngicos fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Pessoas com suspeita da doença devem procurar a unidade de saúde mais próxima para avaliação médica. Nos animais, o tratamento também é feito com antifúngicos e acompanhamento veterinário, podendo durar vários meses conforme a gravidade do caso.

Durante esse período, é importante evitar contato direto com as feridas sem proteção e impedir que o animal tenha acesso à rua.

Formas de prevenção

Entre as principais formas de prevenção estão manter os gatos dentro de casa, evitar contato com animais doentes, utilizar luvas ao manusear animais com suspeita da doença e procurar atendimento veterinário ao perceber feridas persistentes.

A castração também auxilia na redução de brigas entre felinos e, consequentemente, no risco de transmissão. Além do auxílio do Departamento de Bem-Estar Animal, pessoas com suspeita da doença podem procurar as unidades de saúde do município para receber atendimento gratuito pelo SUS.

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