A Meta informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (23) que não identificou irregularidades no funcionamento do canal Exército do Lula, no WhatsApp. A análise foi solicitada pelo presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
“A análise do canal à luz das diretrizes de canais constatou que não há violação das políticas, detalhando as políticas e metodologia para detecção de conteúdo violador”, afirmou a empresa, que opera o WhatsApp, o Instagram e o Facebook.
A campanha de Flávio alegava que havia indícios de descumprimento do plano de conformidade eleitoral assinado pelas plataformas com o TSE.
Histórico do caso
Em 11 de outubro, Kassio Nunes Marques suspendeu o canal a pedido da campanha de Flávio, sob o argumento de replicação de conteúdos considerados inverídicos pelo tribunal. O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou a decisão e apontou que a liminar foi protocolada 41 minutos após sua própria rejeição ao pedido. Kassio liberou o canal na sequência, após o registro oficial no TSE.
Mais cedo nesta sexta, o ministro Floriano de Azevedo Marques decidiu que eventuais novas suspensões do canal só podem ser determinadas pelo plenário do tribunal, não por decisões individuais de ministros.




