Na tarde desta segunda-feira (31), o governo brasileiro fez uma reunião online com o americano para tratar do tarifaço imposto por Trump no começo de agosto. Em sua defesa, o Brasil apontou tratamento discriminatório por parte dos Estados Unidos com os tarifaços de 25% e 12,5%.
O encontro ocorreu virtualmente entre os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa com o representante do Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer.
A nota emitida pelo governo federal considera injusto o tratamento dos americanos com o Brasil. Ainda, os ministros alegam que as justificativas utilizadas para os tarifaços não vão de encontro às práticas brasileiras. “”Uma vez mais, [os ministros Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa] indicaram que as justificativas apresentadas pelo Governo dos Estados Unidos, nas conclusões das investigações conduzidas ao amparo da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, não correspondem às efetivas práticas brasileiras, sendo injusto o tratamento discriminatório adotado contra o Brasil”, disseram em nota conjunta.
Contudo, o diálogo segue em busca de um equilíbrio entre as partes. Em ligação no dia 21, Lula e Trump decidiram retomar as conversas sobre a taxação para chegarem a um denominador comum.
Ao todo, são duas taxas impostas pelo governo americano. Na primeira, de 25%, Trump alega que o Brasil teria práticas comerciais desleais, como os pagamentos eletrônicos – o Pix – e o acesso ao mercado de etanol. O executivo brasileiro discorda das justificativas dos Estados Unidos. A segunda, de 15%, vem de Washington e argumenta questões relacionadas ao trabalho forçado.
Foto: Divulgação / Agência Brasil




