A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma nova revisão criminal para tentar anular a condenação de 27 anos e três meses de prisão no processo que trata da tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O pedido foi protocolado em 25 de setembro e também solicita a suspensão da execução da pena. As informações são do G1.
Os advogados sustentam que houve problemas na forma como parte das provas digitais utilizadas no processo foi selecionada. Para embasar o argumento, mencionam um técnico que teria apontado especificações relacionadas à seleção desse material. O documento, porém, não afirma que as provas tenham sido adulteradas. A alegação apresentada pela defesa está relacionada à forma de seleção e tratamento do conteúdo digital utilizado no processo.
A defesa também solicita que o novo pedido seja encaminhado ao ministro Kassio Nunes Marques, que já é relator de outra revisão criminal apresentada pelos advogados de Bolsonaro em maio e relacionada à mesma condenação.
A nova iniciativa ocorre poucos dias depois de uma mudança na estratégia jurídica adotada pela defesa. Em 24 de setembro, os advogados haviam pedido a suspensão da execução da pena enquanto uma revisão criminal era analisada. O pedido foi retirado poucas horas depois, mas a revisão criminal permaneceu em tramitação. A movimentação também provocou mudanças na equipe que atua na defesa do ex-presidente.
A condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses foi imposta pela Primeira Turma do STF em setembro de 2025. A sentença envolve os crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março deste ano. A medida foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes em caráter humanitário, inicialmente pelo prazo de 90 dias, após a alta médica do ex-presidente.
Foto: Fábio Rodrigues-Pozebbom / Agência Brasil




