Duzentos e cinquenta monitores de inclusão da Rede Municipal de Ensino de Canoas participam, nesta quinta-feira (30) e sexta-feira (31), de uma capacitação em primeiros socorros. As atividades ocorrem das 8 às 17 horas no Salão de Atos da Unilasalle e são promovidas pelo Instituto de Gestão Educacional e Valorização do Ensino (IGEVE) como parte do programa de formação continuada dos profissionais, que totalizará 110 horas ao longo de 2026.
A formação tem como base a Lei Lucas (Lei Federal nº 13.722/2018), nomeada em homenagem a Lucas Begalli Zamora, um menino de 10 anos que morreu após se engasgar com um lanche durante um passeio escolar, sem que houvesse atendimento rápido de primeiros socorros no local. O caso aconteceu em 2017 em Campinas, São Paulo.
A Lei determina a capacitação em noções básicas de primeiros socorros para professores e funcionários de estabelecimentos de ensino públicos e privados da educação básica e de recreação infantil. Durante os dois dias, os monitores aprendem a reconhecer situações de emergência e os procedimentos a adotar até a chegada do Samu ou de outro serviço de resgate. Entre os temas estão engasgos, convulsões, parada cardiorrespiratória, quedas, ferimentos, acidentes com animais peçonhentos, como picadas de escorpião, e situações de falta de ar.
O conteúdo é ministrado por Renato Lopes Machado, diretor do Samu Regional de Hortolândia e Sumaré (SP). “A lei determina que os profissionais que atuam com crianças tenham capacitação para reconhecer uma situação de urgência e prestar os primeiros cuidados de forma adequada. Essa atuação inicial pode evitar o agravamento do quadro e até mesmo prevenir sequelas, garantindo mais segurança para as crianças”, explica Machado.
A capacitação desta semana dá sequência ao cronograma iniciado em abril, quando os 500 monitores da rede começaram a participar de atividades presenciais e online. No último sábado (25), o grupo reuniu-se na Unilasalle para uma palestra da psicóloga Devahuti Guimarães sobre os fundamentos da Educação Inclusiva.




