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Botulismo causou mortes das aves no zoológico de Sapucaia do Sul; parque já está aberto para visitação

O Parque Zoológico de Sapucaia do Sul voltou a receber visitantes no último sábado (13), após ter permanecido fechado por quase um mês em razão da morte de 36 aves. A reabertura ocorreu após a conclusão das investigações conduzidas pelo Governo do Estado e demais órgãos, que apontaram o botulismo como causa dos óbitos dos animais.

Entre as aves que morreram, estavam 35 cisnes e um pato-do-mato. O fechamento preventivo foi determinado em 15 de maio, após os primeiros registros de mortes, enquanto equipes técnicas trabalhavam para identificar a causa do problema e garantir a segurança sanitária do parque.

De acordo com a médica veterinária e gestora do Parque Zoológico, Caroline Weissheimer Costa Gomes, a atuação rápida das equipes foi fundamental para a investigação do caso. “A vigilância sempre foi bem ativa desde a gripe aviária do último ano. Quando ocorreu a primeira morte e a situação de dois animais doentes, acionamos a Secretaria da Agricultura para investigar os óbitos”, explicou.

Durante o período de interdição, foram realizados diversos exames em parceria com a Secretaria Estadual da Saúde, Secretaria da Agricultura e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Os resultados descartaram doenças de grande preocupação sanitária. “Ao longo do período fizemos alguns exames e saíram negativos para doença de Newcastle, gripe aviária e outras doenças importantes para a agricultura”, destacou Caroline.

De acordo com a veterinária, o botulismo é uma doença causada por uma bactéria presente no ambiente, especialmente em locais com baixa oxigenação. A bactéria pode produzir uma toxina que afeta o sistema muscular dos animais, que, muitas vezes, pode causar a morte.

A gestora ressaltou que os cisnes estão entre as espécies mais sensíveis à doença, mas reforçou que não se trata de uma enfermidade contagiosa. “Não é uma doença transmitida entre os animais. Um cisne não passa para o outro e não passa para humanos também”, esclareceu.

Segundo ela, a transparência com a população foi um dos principais motivos para a adoção das medidas preventivas. Com a identificação da causa e a eliminação do foco da doença, o parque recebeu autorização para retomar as atividades.

O Zoológico de Sapucaia do Sul abriga mais de mil animais de diversas espécies e é considerado um dos principais espaços de conservação e educação ambiental do Rio Grande do Sul. Com a reabertura, o público volta a ter acesso ao parque, enquanto o monitoramento da fauna seguirá sendo realizado de forma permanente pelas equipes técnicas.

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