Eles se destacam nacionalmente pelo faro para explosivos e representam parte do batalhão sem farda da Brigada Militar: Arnon, um Pastor Alemão, e Isa, uma Pastor Belga de Malinois. Eles formam o casal de elite que atua em missões sensíveis, como a segurança de chefes de estado, delegações estrangeiras e grandes artistas internacionais. Entre os cães do Canil Central, eles encaram “duplo emprego”, atuando tanto na detecção de armas e drogas quanto na guarda e proteção.

De acordo com a Brigada Militar, os cães de serviço aliam o faro aguçado e o vínculo de amizade com seus condutores, além de elevarem o policiamento gaúcho a um patamar de excelência internacional. Atualmente, são 98 cães espalhados pelo Rio Grande do Sul.
Destes, 28 compõem o Canil Central, em Porto Alegre, atuando na Região Metropolitana e prestando apoio a outros estados e até ao Ministério da Justiça. À frente dessa estrutura está o Capitão Pedro Matheus Martins Ribeiro, coordenador da formação e comandante da 3ª Companhia do 1º BPChq, diz que o adestramento de cada animal chega a durar dois anos.
No Canil Central, cada policial tem o seu próprio cachorro, o que favorece um treinamento de vínculo. Essa exclusividade permite que a confiança e comunicação se fortaleçam. O policial acompanha o animal desde filhote, conhecendo cada trejeito e percebendo qualquer alteração física ou comportamental antes mesmo de uma missão começar.


Identificação de entorpecentes sem risco aos animais
Uma das novidades é a utilização de kits de odores importados. A tecnologia permite que o cão aprenda a identificar substâncias químicas e drogas sem nunca ter contato direto com o entorpecente, protegendo de riscos à saúde do animal.
Entre 2024 e 2025, o Canil da Brigada Militar registrou um aumento acumulado de 1.058,36% nos seus principais indicadores. Entre estes estão detecção de explosivos, apreensão de drogas e localização de foragidos.

Para o Capitão Ribeiro, “esses dados apenas evidenciam a relevância estratégica dos cães. Seja correndo ao lado de seu condutor para manter o preparo físico ou descansando em um box higienizado”. Segundo ele, “cada um desses 98 cães é uma peça fundamental na segurança da população gaúcha, servindo com dignidade e uma lealdade que nenhum equipamento tecnológico consegue substituir”.