Foi confirmado que, a partir do dia 1º de setembro de 2026, uma das ambulâncias de São Leopoldo vai mudar o serviço ofertado, deixando de ser uma UTI Móvel. Trata-se da SA-43, registrada sob o número 5739691 no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde. Ela foi implantada em setembro de 2025 em um “contexto específico”, segundo a Prefeitura, quando o município atuava com constantes apoios em ocorrências e transferências para Portão, município vizinho. Essa mesma ambulância presta apoio em acidentes gravíssimos na BR-116, quando há risco de vida.
Sobre as mudanças, a Prefeitura de São Leopoldo alega não estar recebendo os repasses do governo federal para a manutenção da estrutura, bem como não haver mais a necessidade desse equipamento. Contudo, o Executivo promete que a ambulância em questão continuará na frota do SAMU da cidade, mas terá sua estrutura e demandas alteradas.
Moradores e profissionais da saúde questionaram o DuduNews sobre essa alteração. Inicialmente, havia a dúvida e o receio de o município perder a ambulância. Questionada, a Prefeitura salienta, em nota: “O que existe é um processo formal de solicitação de revogação da habilitação da segunda Unidade de Suporte Avançado (USA), encaminhado à Secretaria Estadual da Saúde, com as devidas justificativas técnicas, assistenciais, operacionais e financeiras”.
Com a implantação do serviço de tomografia computadorizada em Portão, o município salienta que houve uma redução significativa das transferências inter-hospitalares e das situações que anteriormente exigiam o deslocamento de uma equipe de suporte avançado de São Leopoldo, serviço ofertado pela ambulância em questão. “A rede regional passou a apresentar maior resolutividade local, reduzindo uma das principais razões que justificaram a implantação da segunda USA”, complementa a nota do Executivo.
Há também motivos financeiros para tal decisão. Embora a segunda Unidade de Suporte Avançado tenha sido habilitada por meio do Sistema de Apoio à Implementação de Políticas em Saúde (SAIPS), os repasses federais não estariam ocorrendo, segundo a Prefeitura.
“Na prática, isso significa que os custos da segunda unidade, incluindo equipe, funcionamento e manutenção, vêm sendo suportados integralmente com recursos próprios do Município”, afirma o Executivo, que ainda complementa: “O município não recebeu, até o momento, o repasse federal referente à habilitação dessa ambulância. O veículo foi incorporado ao serviço em setembro de 2025 e, desde então, os custos adicionais de manutenção da equipe vêm sendo integralmente suportados pelo município. Apenas com a equipe, esse incremento representa aproximadamente R$ 260 mil por mês. O valor exato referente à habilitação federal é R$ 48,2 mil”.
A mudança também não prevê demissões de profissionais da saúde. “O remanejamento está relacionado exclusivamente à adequação da escala médica atualmente contratada por meio de empresa terceirizada, com o objetivo de reduzir essa despesa e reorganizar a força de trabalho conforme a necessidade do serviço”, conclui a Prefeitura. Atualmente, o serviço conta com seis ambulâncias, sendo duas USB (Unidade de Suporte Básico), duas USA (Unidade de Suporte Avançado) e duas motolâncias. No caso, a USA passará a ser USB.
Foto: Bruno Schütz | DN




