A Secretaria Estadual da Saúde do RS divulgou, na noite da quinta-feira (11), que acompanha a investigação de um caso suspeito de doença pelo vírus Ebola em Novo Hamburgo. O virologista e pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão da Universidade Feevale, Fernando Spilki, conversou com o DuduNews sobre sua análise do caso e afirma que a suspeita não deve se confirmar.
Segundo avaliação do especialista, os casos internacionais que estão acontecendo atualmente estão relacionados ao ambiente hospitalar, no qual o paciente investigado em Novo Hamburgo não teve contato durante a viagem. “Pessoas que vieram de outros países, principalmente do Congo, e que hospitalizadas acabaram passando para algum companheiro de leito de enfermaria ou para um profissional de saúde. Então, não está circulando na rua.”
Para Spilki, a precaução e a suspeita estão corretas, já que a malária é uma doença que apresenta sintomas parecidos com os do Ebola. Além disso, existe o histórico de viagem para uma região onde ocorre surto. “Então, daí vem a possibilidade de um diagnóstico, de uma suspeita, e nesse momento estão corretas as autoridades sanitárias em imaginar, colocar isso no sentido de um isolamento e investigar adequadamente. Mas, repito, a tendência é que não se confirme como Ebola.”
“Apesar disso, a precaução é bem-vinda. Estão corretas as autoridades em tomar todas as medidas de isolamento para evitar um eventual problema”, comenta o especialista.
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Foto da capa: Feevale/Divulgação