Os dois criminosos presos em flagrante pela Polícia Civil durante uma operação contra crimes de pornografia infantil foram soltos após passarem por audiência de custódia na tarde deste sábado (27), no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (NUGESP), em Porto Alegre. Apesar da liberdade provisória, eles continuarão respondendo ao processo na Justiça.
A dupla, de 47 e 64 anos, foi presa na tarde de sexta-feira (26), durante uma operação realizada em Ivoti. Segundo a Polícia Civil, os dois armazenavam e compartilhavam arquivos com cenas de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes.
Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. Dois deles ocorreram em endereços ligados ao empresário de 47 anos, no Centro de Ivoti. O terceiro foi cumprido em um sítio no bairro Jardim Panorâmico, pertencente ao empresário de 64 anos.
De acordo com a investigação, mais de 100 terabytes de arquivos relacionados aos crimes foram apreendidos durante a operação. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) acompanhou os trabalhos e auxiliou na coleta e identificação do material encontrado.
Ainda conforme a Polícia Civil, os dois empresários não possuem antecedentes criminais. Um deles é proprietário de uma empresa em Ivoti, enquanto o outro faz parte de uma tradicional família do ramo calçadista de Novo Hamburgo. Os nomes dos investigados não foram divulgados pelas autoridades.
Na audiência de custódia, a Justiça decidiu conceder liberdade provisória aos investigados. Entre as medidas cautelares impostas estão a obrigação de manter endereço e telefone atualizados, comparecer periodicamente à Justiça e não cometer novos crimes. Caso descumpram qualquer uma das determinações, eles poderão ter a prisão preventiva decretada.
Na decisão, o juiz destacou que nem o Ministério Público nem a autoridade policial representaram pela prisão preventiva. Também pesou o fato de os investigados não possuírem antecedentes criminais, além de terem residência fixa e vínculo empregatício, requisitos que, neste momento, não justificariam a manutenção da prisão.
As investigações continuam para apurar a origem do material apreendido, a extensão dos arquivos encontrados e se houve compartilhamento do conteúdo criminoso com outras pessoas.



