Desde a sexta-feira (26), uma notícia deixa o Vale do Sinos surpreso: um empresário de uma tradicional família calçadista de Novo Hamburgo foi preso em sua casa, em Ivoti, por armazenar uma gigantesca quantidade de materiais de pornografia infantil e até com animais.
O DuduNews questionou a delegada Luciane Bertoletti quem são os criminosos presos – dois empresários, sendo um de 47 e outro de 64 anos. Pela tamanha repercussão do crime e da gravidade, com provas contundentes colhidas pela Polícia, a delegada informa o por que da não divulgação da identidade dos detidos: “A Polícia não protege criminosos, mas sim a legalidade”. Luciane ainda aponta que “até mesmo presos que estão atrás das grades podem se revoltar com os criminosos presos”, mencionando possíveis represálias ou retaliações que a dupla pode sofrer. “Eles foram investigados, presos e pagarão pelos crimes que cometeram”, completa a delegada.
Veja o que diz a delegada:
RELEMBRE O CASO
A dupla presa armazenava e compartilhava arquivos com cenas de abuso sexual de crianças e adolescentes. Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados ao empresário de 47 anos, no Centro de Ivoti, e em um sítio no bairro Jardim Panorâmico, pertencente ao de 64 anos. Um deles é proprietário de uma empresa em Ivoti e o outro integra uma família tradicional do setor calçadista de Novo Hamburgo. Ambos não tinham antecedentes criminais e foram encaminhados à Delegacia de Polícia de Canoas, onde ficaram à disposição da Justiça.
Os mais de 100 terabytes de arquivos apreendidos na Operação Storm, em Ivoti, incluíam não apenas pornografia infantil. Entre o material encontrado nos dispositivos dos dois empresários presos em flagrante na sexta-feira (26) há também registros de abuso sexual de animais, segundo informações da investigação.
A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Esteio, com apoio da Delegacia de Ivoti e do Instituto-Geral de Perícias (IGP), após três meses de monitoramento ininterrupto dos suspeitos. Os investigados utilizavam redes compartilhadas para baixar e armazenar os arquivos ilícitos.
Reportagem de Dudu News e William Cardoso



