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Após denúncias, agência de turismo religioso se manifesta pela primeira vez

Pela primeira vez desde o início da repercussão das denúncias envolvendo viagens religiosas canceladas, a JPF Turismo Religioso se manifestou em conversa exclusiva com a equipe de reportagem do DuduNews na tarde desta sexta-feira (12).

O proprietário da empresa, Márcio Flores, afirmou que não havia se pronunciado anteriormente porque estava viajando e retornou apenas na última quarta-feira (10). Segundo ele, o cancelamento da peregrinação ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo, ocorreu por falta de adesão suficiente de passageiros.

“Esse fato que ocorreu é um pouco triste. Não houve adesão completa. Tínhamos somente 23 pessoas inscritas, sendo que o mínimo necessário para a realização da viagem era de 40 pessoas”, declarou.

Márcio também negou qualquer intenção de prejudicar clientes e afirmou que a empresa sempre atuou de forma transparente. “Nunca agimos de má-fé. Muito pelo contrário, sempre trabalhamos pensando exclusivamente no nosso romeiro, no nosso peregrino”, disse.

O empresário informou ainda que a agência está em processo de mudança de sede, motivo pelo qual o estabelecimento permanece fechado há cerca de 12 dias. Ele afirmou ter ficado surpreso ao tomar conhecimento de que algumas clientes alegam não terem sido informadas sobre o cancelamento da viagem.

“Fiquei surpreso que essas senhoras não foram informadas. Claro que depois percebi que surgiram outras reclamações”, relatou.Como alternativa aos passageiros afetados, a empresa anunciou uma nova data para a realização da peregrinação a Aparecida. A excursão foi remarcada para o dia 10 de agosto de 2026.

Segundo Márcio Flores, os clientes que não desejarem participar da nova viagem terão direito ao ressarcimento integral dos valores pagos.

Sobre a nota divulgada pela Diocese de Novo Hamburgo, que negou qualquer vínculo institucional com a empresa, o proprietário confirmou que a informação procede.

Segundo ele, a agência nunca teve ligação oficial com a Diocese, mas utilizou em seu site nomes e imagens de padres e religiosos em razão da amizade e parceria mantida ao longo dos anos.O caso segue sendo acompanhado pela Polícia Civil. A manifestação da JPF representa a primeira resposta pública da empresa às denúncias divulgadas nos últimos dias.

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